Rondônia, - 21:29
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - NACIONAL
Nacional
Deficiente visual torce por prova de Matemática com menos gráficos: “dificulta demais nossa resolução”
Publicado Domingo, 12 de Novembro de 2017, às 09:54 | Fonte Do G1 Pará 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=338535&codDep=30" data-text="Deficiente visual torce por prova de Matemática com menos gráficos: “dificulta demais nossa resolução”

  
 
 

 

Cego completamente desde os 17 anos, ele superou os desafios e conseguiu terminar o Ensino Médio (Foto: Arquivo Pessoal)

Cego completamente desde os 17 anos, ele superou os desafios e conseguiu terminar o Ensino Médio (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

 

 

 

Um dos problemas enfrentados por Rodrigo Almeida no Enem, deficiente visual e que fará o Exame pela sétima vez este ano, são os gráficos das questões da prova de matemática. Segundo ele, a quantidade e os tipos de gráfico atrapalham a resolução das questões.

Durante a prova do Enem, pessoas como Rodrigo contam com a ajuda de um(a) ledor(a), profissional que lê as questões para os estudantes e, em seguida, marcam o cartão resposta após a resolução dos alunos. Mas, de acordo com ele, as vezes os próprios ledores não conseguem decifrar os gráficos de maneira que se torne entendível para os deficientes visuais.

“Infelizmente a leitura nesse caso não é o suficiente, os gráficos são complicados, e até mesmo os ledores não conseguem explica-los para nós, aí complica. Sou bom de matemática, faço as questões de cabeça e costumo acertar mais da metade da prova, só que toda vez que tem gráfico complica muito”, desabafou o estudante.

Outro problema comentado por ele é o tamanho dos textos. “Entendo que as provas de algumas matérias são muito interpretativas, mas acho os textos muito longos e para nós, que dependemos da leitura de outra pessoa, é mais complicado, temos que ter a atenção muito maior do que de qualquer outro aluno”, comentou.

Rodrigo tem hoje 32 anos, nasceu com um problema na visão que o fazia enxergar apenas parcialmente, mas a perdeu completamente aos 15 anos. Natural de Capitão Poço, município do nordeste do Pará, parou de estudar na 1ª série (hoje 2º ano do Ensino Fundamental), após uma professora dizer que ele não tinha capacidade de aprender.

“A fala dessa professora foi extremamente motivadora para mim, mesmo eu sendo tão criança. O problema é que acabei ficando sem estudar até os 17 anos. Foi quando minha mãe conseguiu me trazer para morar em Belém com ela e então eu poder frequentar uma escola que me aceitasse e me atendesse e reiniciei todos os estudos, desde a alfabetização e encerrei o Ensino Médio em 2009”, contou.

Desde então, Rodrigo tem tentado passar no vestibular para Direito, mas ainda sem sucesso. “Fiz cursinho nos anos de 2011 e 2012, mas não consegui. A partir de então acabei preferindo estudar sozinho. Fiz Enem em 2013, 2014, 2015 e estou fazendo esse. Sempre tentei o Direito, mas dessa vez vou me inscrever em pedagogia, e acredito que dará certo”, finalizou.

 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em NACIONAL


Centro cultural em Manaus vai abrigar nova base da Polícia Militar
...


Cantor amapaense Alan Gomes homenageia Djavan em show especial
...


Mutirão retira lixo e entulho acumulados nas margens do rio Amazonas, na orla de Macapá
...


Previsão aponta início do período de chuvas para o fim de novembro no Amapá
...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Parceiros :::