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Ciência e Saúde
Vasos linfáticos podem ter sido encontrados no cérebro — e isso muda tudo
Publicado Segunda-Feira, 9 de Outubro de 2017, às 11:49 | Fonte Galileu 0
https://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=337150&codDep=42" data-text="Vasos linfáticos podem ter sido encontrados no cérebro — e isso muda tudo

  
 
 

 

 (Foto: Reich lab/nih/ninds)

(FOTO: REICH LAB/NIH/NINDS)

 

 

 

 

 

 

 

Cientistas dizem ter encontrado a primeira evidência de que nossos cérebros podem drenar "lixo".A equipe conseguiu visualizar vasos linfáticos que removem a sujeira e o líquido do órgão, uma função que os pesquisadores não tinham certeza de que existia no cérebro.

Embora a ideia tenha sido postulada em 1816 pelo anatomista italiano Paolo Mascagni — que afirmou ter visto vasos linfáticos em cadáveres que ele estava dissecando —, ninguém nunca conseguiu encontrá-los, pelo menos até agora com a equipe liderada por Daniel Reich, dos Institutos Nacionais de Saúde (Estados Unidos).

Usando exames de ressonância magnética, os especialistas puderam observar que o corante aplicado nos voluntários havia vazado dos vasos sangüíneos, fluía através de uma parte do sistema nervoso conhecida como dura e entrou nos vasos linfáticos vizinhos. "Fiquei completamente surpreso. Na faculdade de medicina, nos ensinaram que o cérebro não tem sistema linfático ", disse Reich em comunicado.

 

 

Imagem 3D feita pelos pesquisadores. Para ver mais, clique aqui. (Foto: eLifesciences)

IMAGEM 3D FEITA PELOS PESQUISADORES. PARA VER MAIS, CLIQUE AQUI. (FOTO: ELIFESCIENCES)

 

 

 

 

 

 

Os vasos linfáticos transportam células imunes e o "lixo" do corpo.Por exemplo, enquanto os vasos sanguíneos fornecem glóbulos brancos aos órgãos, o sistema linfático os remove e os recicla. "Durante anos, sabíamos como os fluidos entravam no cérebro. Agora podemos finalmente ver que, como outros órgãos do corpo, o fluido cerebral pode ser drenado através do sistema linfático", afirma o cientista.

Agora, a equipe espera descobrir se o sistema linfático funciona de forma diferente em pacientes com esclerose múltipla ou outros distúrbios neuroinflamatórios. Entretanto, a descoberta ainda precisa ser verificada, já que o estudo contou com apenas voluntátios. Se for confirmada, a descobeta pode mudar radicalmente o que se sobre sobre a relação entre cérebros e sistemas imunológico.

(Com informações de IFLScience.)

 







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