Rondônia, - 01:19
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - POLÍTICA
Política
Candidato do PSDB à Presidência deve ser aquele que a população desejar, diz Doria em Paris
Publicado Sábado, 2 de Setembro de 2017, às 09:09 | Fonte Terra 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=335386&codDep=19" data-text="Candidato do PSDB à Presidência deve ser aquele que a população desejar, diz Doria em Paris

  
 
 

 

Presidente da França, Emanuel Macron (à esq.) e João Doria no Palácio do Eliseu

Presidente da França, Emanuel Macron (à esq.) e João Doria no Palácio do Eliseu - Foto: BBCBrasil.com

 

 

 

 

 

 

Cotado como pré-candidato à Presidência da República, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira em Paris que "o povo" é quem definirá qual será a melhor candidatura e declarou, em entrevista exclusiva à BBC Brasil, que não descarta a possibilidade de disputar outro cargo político.

Para Doria, as pesquisas de opinião são uma forma de atestar a preferência da população - o prefeito vem tendo melhor desempenho nas pesquisas eleitorais para 2018 do que seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também do PSDB.

O prefeito fez uma palestra em Paris no "Positive Global Forum", que discutiu iniciativas em áreas como educação, saúde e meio ambiente.

Após o evento, Doria se reuniu com o presidente francês, Emannuel Macron, no palácio do Eliseu. O encontro é incomum, já que somente presidentes brasileiros costumam ser recebidos por líderes franceses. A reunião não estava na agenda oficial de Macron.

A reunião foi possível graças a intermediação do economista francês Jacques Attali, presidente do "Positive Global Forum".

Doria encerra a visita à capital francesa no sábado, quando deve ter um encontro com o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe.

A seguir, a entrevista do prefeito de São Paulo à BBC Brasil:

BBC Brasil - O senhor estuda ser candidato à Presidência? O senhor tem feito viagens que podem indicar uma possível campanha.

Doria - Estudo continuar sendo prefeito da cidade de São Paulo. Fui eleito para isso. São Paulo é uma cidade global, não é uma província. Quero que ela seja cada vez mais global. Por conta disso tenho atraído o interesse de grupo de investidores.

Estamos fazendo o mais amplo programa de privatização na história de um município brasileiro. Para isso é preciso mostrar os benefícios e conversar com os investidores. Eles gostam de sentir olho no olho o que pensa o prefeito da cidade e que tipo de ambiente eles vão encontrar. Viajo e continuarei a viajar. Sou um prefeito global.

 

 

 

 

 

O economista Jaques Attali, o presidente francês Emmanuel Macron e o prefeito João Doria

O economista Jaques Attali, o presidente francês Emmanuel Macron e o prefeito João Doria - Foto: BBCBrasil.com

 

 

 

 

 

BBC Brasil - Se o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não for candidato à Presidência, o senhor vai se candidatar?

Doria - Não dá para fazer essa colocação agora. Nós temos uma decisão do PSDB que vai provavelmente se materializar em dezembro. Se assim for, se saberá nessa data.

BBC Brasil - Quando o senhor se candidatou a prefeito, disse que não seria político nem disputaria mais eleições. O senhor mudou de ideia?

Doria - Eu disse que não seria político, como de fato não sou. Eu estou na política. E disse que não disputaria reeleições, não falei sobre eleições, me referi a reeleições. E continuo mantendo essa posição.

BBC Brasil - Ou seja, o senhor não será mais prefeito, mas isso não exclui então a disputa de outro cargo?

Doria - Essa não é uma deliberação, mas também não é uma exclusão.

BBC Brasil - Quem seria hoje o melhor candidato do PSDB na avaliação do senhor?

Doria - Aquele que a população desejar e se manifestar. Não se podem imaginar decisões que estejam desvinculadas do interesse da população. O Brasil já errou no passado, mas é melhor errar votando do que imaginar que na indicação você possa ter nomes que atendam a população.

Portanto, a melhor forma para qualquer partido definir quais serão os seus candidatos é verificar qual é a identidade que eles possuem com a população e qual a manifestação que a população pode oferecer na avaliação deste ou daquele candidato. Hoje os mecanismos de pesquisas são sérios, corretos e bem amparados. Não é a única forma (as pesquisas de opinião), mas é uma delas.

BBC Brasil - Se Lula não for candidato à Presidência, quem seria o principal adversário do candidato do PSDB?

Doria - Eu defendo que Lula seja candidato. E que a Justiça permita que ele seja candidato. Para que ele possa disputar e perder a eleição. Com isso, nós vamos enterrar o mito Lula e pacificar o Brasil.

Depois, a Justiça poderá dar sua sentença e realizar aquilo que entender que é adequado em relação aos sete processos que o ex-presidente Lula responde, sendo que um deles já foi transitado em julgado.

BBC Brasil - Se eventualmente o senhor for candidato, haveria possibilidade de se aliar ao Jair Bolsonaro e aceitar seu apoio?

Doria - Não respondo na condição de pré-candidato ou possível candidato, quero deixar isso claro. Entendo que para o Brasil nenhuma das alternativas de extrema, seja de esquerda ou de direita, representa aquilo que a maioria do povo brasileiro deseja.

A única coisa que não compreendo, e não me refiro ao Bolsonaro, são a intolerância, as agressões e manifestações odiosas. O debate faz parte do processo democrático. A decisão caberá ao povo.

BBC Brasil - Na coletiva de imprensa há pouco, o senhor disse que o presidente francês o inspira. Macron deixou o governo, se distanciou do ex-presidente François Hollande, que o apadrinhou, e fundou seu próprio movimento. O senhor poderá tomar um caminho semelhante?

Doria - Não é essa a inspiração. A inspiração que tenho em relação a Macron é a sua determinação, sua força, sua capacidade inovadora e o discurso convincente que ele utilizou durante a campanha, mudando os rumos da política francesa. Ele já deu uma contribuição extraordinária à política da França.

 

 

 

 

João Doria discursa em um púlpito do evento Global Positive Forum

João Doria discursa em um púlpito do evento Global Positive Forum - Foto: BBCBrasil.com

 

 

 

 

 

BBC Brasil - O senhor indicou que não tem planos de sair do PSDB. Isso é algo impensável ou pode mudar?

Doria - Eu me filiei ao PSDB por minha opção, não fui convidado. E fiz isso ainda como empresário, sem nenhuma intenção eleitoral. Nem imaginava, muitos anos depois, disputar a Prefeitura pelo PSDB e vencer. Nunca digo que no futuro as coisas não possam ser diferentes do que é hoje. Mas eu não preparo, não desenho esse futuro.

Em relação ao DEM, ao PMDB e outros partidos que têm manifestado posições positivas em relação à nossa gestão, reconheço a base de apoio que nos dão na Câmara Municipal de São Paulo.

BBC Brasil - O senhor se sente mais próximo do governador Alckmin ou do presidente Michel Temer?

Doria - O Geraldo Alckmin é um amigo de 37 anos. Essa amizade não nasceu com a política. É um homem de bem, correto, que merece amplamente meu respeito e a amizade que dedico a ele e ele a mim.

Não desrespeito o presidente Temer. Entendo que ele está fazendo uma gestão de transição, o melhor esforço possível para pacificar o país, inclusive assumindo medidas impopulares, no âmbito de apoiar reformas, como a da Previdência, e iniciar o mais amplo programa de privatização no plano federal desde Fernando Henrique Cardoso.

Tudo isso não gera popularidade. É um esforço que ele está fazendo e que eu reconheço. Entendo que é a hora do Brasil caminhar pacificamente para as eleições em outubro de 2018.

 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em POLÍTICA


Lúcio Mosquini defende regulamentaçāo da profissāo de Tecnólogo em Segurança do Trabalho
...


Paulinho chama de 'estapafúrdias' ideias de Meirelles para a Previdência
...


Prefeitos vindicam investimentos e Arom assina protocolo com o parlamento e governo
...


Cunha diz que não cabe a ele pedir apuração sobre assinatura suspeita
...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Parceiros :::