Rondônia, - 01:44
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - NACIONAL
Nacional
Governo extingue Reserva Nacional do Cobre e pode colocar o País em uma nova corrida do ouro
Publicado Terça-Feira, 29 de Agosto de 2017, às 11:48 | Fonte Gizmodo 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=335208&codDep=30" data-text="Governo extingue Reserva Nacional do Cobre e pode colocar o País em uma nova corrida do ouro

  
 
 

 

 

 

 

 

 

 

O Governo brasileiro extinguiu nesta semana a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), uma área com mais de quatro milhões de hectares (46.450 km²) entre os estados do Amapá e do Pará. Agora, antes permitidas apenas por meio de concessão, empresas privadas poderão explorar minérios da região. A área é rica em ouro, ferro, manganês e tântalo. O decreto é parte de diversas medidas do atual governo para incentivar o setor mineral e garantir o desenvolvimento sustentável da Amazônia, como afirma o presidente.

A reserva, um espaço maior que o território da Suíça (41.285 km²) e do Espírito Santo (46.095 km²), conta com sete áreas de conservação e duas terras indígenas – o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d’Este. Apenas uma pequena região da Floresta Estadual Paru permite a pesquisa de minérios.

A área, delimitada em 1984 pelo presidente João Figueiredo durante a ditadura militar, servia para a “pesquisa na exploração mineral, permitindo participação privada por meio de convênio”, como aponta a Folha de S. Paulo.

Ainda segundo a Folha, há anos a área é solicitada por empresários do ramo de exploração de minérios. Desde sua criação, em 1984, o Ministério das Minas e Energia recebeu 421 pedidos de autorização de pesquisa, sendo que 272 foram negados e 149 desistiram.

Por lei, a exploção de minérios é proibida em unidades de conservação de proteção integral. Apenas uma região da Renca permitia a atividade de pesquisa mineral em trecho delimitado de uso sustentável da Floresta Estadual do Paru, conforme explica o UOL. Entretanto, o desejo da indústria foi atendido nesta quarta (23) quando o decreto de nº 9.142 publicado no Diário Oficial da União extinguiu o monopólio de pesquisa do Governo na região e passou a permitir atividades privadas de mineração.

O texto do Diário, entretanto, não deixa clara a razão de tal medida, visa apenas evitar o desabastecimento de importantes recursos minerais para o País. O texto afirma ainda que o decreto “não afasta a aplicação de legislação específica sobre proteção da vegetação nativa, unidades de conservação da natureza, terras indígenas e áreas em faixa de fronteira”.

Em nota posterior, o governo tentou se justificar, dizendo que a área “não é um paraíso”.

 

 

 

“A Renca não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns. Hoje, infelizmente, territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas nacionais, destrói a natureza e polui os cursos d ‘água com mercúrio”

 

 

 

O comunicado afirma que qualquer empreendimento futuro na região está sujeito a manejo e que está extinguindo uma reserva mineral, não ambiental. “Nenhuma reserva ambiental da Amazônia foi tocada pela medida”, diz o comunicado. O Presidente Michel Temer também tentou se justificar em sua conta no Twitter, afirmando que a medida visa o desenvolvimento sustentável da Amazônia:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Corrida do ouro

O Presidente não só levou mais uma bronca da Gisele Bündchen, como assustou diversas ONGs e grupos ambientalistas. Michel de Souza, coordenador de políticas públicas da WWF, disse ao BuzzFeed News desconhecer outra medida que possa gerar tanto dano ambiental e social. “Como o material vai ser escoado dali? Uma infraestrutura imensa seria necessária. Como você faz exploração mineral sem derrubar floresta? Não tem como”, diz. Souza afirma ainda que o governo tem tomado constantes medidas hostis ao meio ambiente sem medidas compensatórias.

O Brasil pode repetir os mesmos erros da década de 1970, quando diversas empresas exploraram a Amazônia sem nenhum critério que levasse em conta o meio ambiente e os povoados da região, como explica Jaime Gesisky., especialista em políticas públicas do WWF-Brasil. “Uma eventual corrida do ouro para a região poderá causar danos irreversíveis a essas culturas e ao patrimônio natural brasileiro”, disse ao UOL. “A floresta ali está relativamente bem conservada, à exceção de alguns casos pontuais de garimpos ilegais que precisariam ser combatidos.”

Luiz Jardim, professor de geografia da UERJ, explica ao EL País que o governo sabe da importância da Renca, mas mesmo assim o entrega para o interesse privado. “Sabemos que a mineração é a porta de entrada para outros interesses, como abrir rodovias, atrair madeireiros…. É uma ameaça para essas unidades de conservação”, diz.

Imagem de capa: Ana Cotta/Flickr

[Folha de S. Paulo, G1, UOL, EL País, BuzzFeed News]

 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em NACIONAL


Centro cultural em Manaus vai abrigar nova base da Polícia Militar
...


Cantor amapaense Alan Gomes homenageia Djavan em show especial
...


Mutirão retira lixo e entulho acumulados nas margens do rio Amazonas, na orla de Macapá
...


Festival 'Até o Tucupi' 2017 debate sobre Consciência Negra, em Manaus
...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Parceiros :::