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Em menos de 12 horas, sobe para 96 o número de PMs mortos no Rio
Publicado Sábado, 12 de Agosto de 2017, às 11:05 | Fonte Extra - Globo 0
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PM morreu durante assalto em Coelho Neto

PM morreu durante assalto em Coelho Neto Foto: Reprodução

 

 

 

 

 

 

Elisângela Bessa Cordeiro voltava para casa depois de mais uma noite de trabalho. Horas antes, próximo à padaria do irmão, ela comercializava batatas fritas em Nilópolis, na Baixada Fluminense. A venda da iguaria, porém, não era a principal ocupação da mulher de 41 anos: era cabo da policial militar, lotada, de acordo com a corporação, no Batalhão do Centro, o 5º BPM. O trajeto de Elisângela, já na madrugada deste sábado, foi bruscamente interrompido: acompanhada do marido e em seu carro, ela foi abordada por bandidos em Coelho Neto, na Zona Norte do Rio. Na ação, os bandidos dispararam e a PM foi atingida na cabeça. Gravemente ferida, a vítima chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no bairro do Estácio, mas não resistiu. Este caso engrossa uma estatística violenta: sobe para 96 o número de PMs mortos no estado apenas neste ano.

O crime aconteceu por volta das 2h. Os criminosos abordaram o veículo de Elisângela, que estava ao volante, no momento em que ela e o marido passavam pela Avenida Martin Luther King Júnior, próximo ao viaduto da Avenida Brasil. Os assaltantes dispararam e ao menos um dos projéteis atingiu a policial militar. Ferida, ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o hospital, onde morreu. O marido da vítima não ficou ferido.

— Quando estava retornando para casa, assaltaram a minha irmã e acertaram a cabeça dela. Ela fez 41 anos agora no dia 17 de julho. Coração está apertado para caramba, até falta ar — disse, ainda muito abalado, o irmão de Elisângela, Marcos Bessa. — Estávamos levando ela para o hospital no meu carro, encontramos a ambulância perto do local. Colocamos ela lá e fomos para o HCPM. Tentaram fazer de tudo, mas não deu. Perdeu muita massa encefálica.

Ainda não há informações precisas sobre quantos bandidos participaram do assalto. Fato é, segundo parentes da vítima, que pertences do casal e também o automóvel foram levados pelos integrantes do bando. Eles conseguiram fugir.

Parentes da policial foram até a unidade hospitalar, onde ficaram até o fim desta madrugada. Elisângela é descrita pela família como uma "pessoa muito trabalhadora" e ligada à família:

— Ela era cheia de saúde, de vida e de planos. Minha amiga e muito, muito trabalhadora. A Elisângela havia ficado de serviço na última quinta-feira, depois foi direto para (integrar a equipe de patrulhamento) do Centro Presente. De lá, voltou para Nilópolis para trabalhar na barraca de batata frita. Estava tentando almejar uma vida melhor. E no momento em que ela está a caminho de casa para finalmente descansar vem esses bandidos e fazem isso com ela — afirmou Marcos.

Não fazia muito tempo, Marcos e Elisângela haviam perdido a mãe, que morreu em novembro do ano passado. De acordo com ele, as duas eram bastante próximas e a policial ficou bastante abalada por muito tempo. Além disso, um irmão dois também morrera em 2004.

Apesar do elevado número de policiais mortos neste ano, Marcos contou que ela gostava de vestir a farda.

— Ela não tinha vontade (de sair da corporação), gostava. Tenho cunhadas que são policiais também. Mas com esse desgoverno os policiais na rua estão jogados às traças. Assim como a população. Os (PMS) que nos protegem estão morrendo — acrescentou o irmão da vítima.

O velório e o enterro deve acontecer no Cemitério Jardim da Saudade, em Edson Passos, Mesquita, na Baixada Fluminense. Ainda não há informação da data nem do horário.

A lista de 96 PMs mortos este ano não inclui o policial do Batalhão de Ação com Cães morto em um acidente com um ônibus no dia 5 de agosto, nem o policial militar reformado Marcos Luiz da Conceição Hilário, de 53 anos, atropelado por outro PM em Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio na última sexta-feira.


PM MORRE APÓS SER BALEADO NO MÉIER

Horas antes, um policial militar foi baleado na Avenida 24 de Maio, no Méier, Zona Norte do Rio, também na noite desta sexta-feira. Atingido no rosto, o soldado Samir da Silva Oliveira, de 37 anos, chegou a ser levado para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.

Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, o soldado foi baleado depois de abordar um veículo onde estavam quatro homens armados com três pistolas e um fuzil. O automóvel ocupado pelo quarteto, de acordo com a PM, era roubado. Posteriormente, os quatro integrantes do bando foram capturados.

 





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