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Corpo de homem que família desconfiou que estivesse vivo em velório é sepultado
Publicado Quinta-Feira, 10 de Agosto de 2017, às 11:18 | Fonte Do G1 PR 0
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Família parou o velório ao desconfiar que morto poderia estar vivo e o levou o corpo para o hospital; médico disse que coração pode continuar emitindo ondas elétricas (Foto: Reprodução)

Família parou o velório ao desconfiar que morto poderia estar vivo e o levou o corpo para o hospital; médico disse que coração pode continuar emitindo ondas elétricas (Foto: Reprodução)

 

 

 

 

 

 

O corpo do homem que a família chegou a interromper o velório porque acreditou que ele estava vivofoi sepultado por volta das 9h desta quinta-feira (10) em Santa Helena, no oeste do Paraná. Ele tinha 44 anos, e a família ficou em dúvida após um aparelho registrar supostos batimentos cardíacos.

O homem chegou a ser levado ao hospital, mas exames comprovaram a morte.

O caso ocorreu da seguinte forma: primeiro, na noite de terça (8), ele passou mal e procurou o pronto atendimento de São José das Palmeiras, na mesma região. Duas horas depois, teve a morte por infarto confirmada pelo médico de plantão. Em seguida, o corpo foi levado à funerária - onde teve todo o sangue e fluídos corporais retirados - e liberado para o velório.

Na quarta (9), pela manhã, familiares estranharam a temperatura do corpo do homem e chamaram um médico. O aparelho usado pelo clínico Fernando Santin registrou 74 batimentos cardíacos por minuto, semelhante ao de uma pessoa viva e com as mesmas características.

“Comuniquei que precisava levar o corpo até o pronto-atendimento, onde teria condições melhores de avaliar, e a família aceitou. Em nenhum momento eu disse que ele poderia estar vivo”, comentou o médico.

Os exames de eletrocardiograma e o monitoramento pulmonar e cardíaco foram acompanhados por um médico cardiologista e outro clínico. Eles constataram que não tinha pulso e que não havia reação da pupila, além da rigidez cadavérica. Portanto, ele estava morto, segundo os médicos.

Para o clínico Fernando Santin, a hipótese trata-se de um caso de atividade elétrica sem pulso, opinião, segundo ele, compartilhada por um médico do Samu também consultado.

“Mesmo depois de parar de bater, o coração pode continuar emitindo ondas elétricas. E isso é o que pode ter sido captado pelo oxímetro. Casos assim são raríssimos. Em 14 anos de profissão, nunca havia sido chamado para um atendimento como este", explicou.

 








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