Rondônia, - 10:15
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - NACIONAL
Nacional
Observatório brasileiro de asteroides faz financiamento coletivo para não parar
Publicado Sexta-Feira, 4 de Agosto de 2017, às 10:50 | Fonte Gizmodo 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=333974&codDep=30" data-text="Observatório brasileiro de asteroides faz financiamento coletivo para não parar

  
 
 

 

sonear

 

 

 

 

 

O hemisfério Sul pode ficar carente de um Observatório capaz de monitorar os asteroides que passam perto da Terra desse lado do globo. O SONEAR, Observatório Austral para Pesquisa de Asteroides Próximos à Terra, é uma iniciativa de astrônomos amadores, instalado na cidade de Oliveira, em Minas Gerais, e está sem grana para se manter até o ano que vem.

Embora o trabalho seja feito por entusiastas, o SONEAR é um dos observatórios mais importantes do hemisfério e um dos únicos capazes de realizar o monitoramento desses objetos por aqui. Ele, inclusive, já rendeu diversas descobertas importantes, a última delas neste ano, o asteroide 2017 NT5 – listado na lista de risco da NASA. Foi dessa iniciativa que surgiu também o primeiro cometa descoberto por brasileiros, o SONEAR C/2014 A4. O projeto funciona há quatro anos e até o momento localizou 28 NEOs (Near Earth Objects ou Objetos Próximos a Terra) e seis cometas. A lista completa e detalhada está aqui.

Cristovao Jacques, um dos fundadores do projeto, contou ao Gizmodo Brasil que custa entre R$ 8.000 e R$ 9.000 por ano manter tudo funcionando e que eles não recebem nenhum dinheiro de instituições ou governos. “O projeto é custeado pelos fundadores, eu, Cristovao Jacques, e João Ribeiro. Eventualmente, recebemos a colaboração do Eduardo Pimentel também. Portanto, 100% do custo de implantação e de manutenção é financiado com recursos próprios”, conta Jacques.

O SONEAR é um dos observatórios amadores mais eficientes em descobertas, considerando todo o mundo. Segundo os criadores, entre 2014 e 2016, eles encabeçaram a lista de número de objetos encontrados. Eles realizam monitoramento constante do céu noturno, e durante o dia uma programação com agendamentos que delimita as zonas do céu a serem monitoradas é realizada. Telescópios pré-programados e operados remotamente fazem imagens do céu, e então um software as analisa, separando o que vale a pena. Depois, o grupo analisa todos os dados, e aquilo que vale a pena é enviado para a União Astronômica Internacional, para que astrônomos confirmem.

Tudo isso exige grana, e por isso os criadores tentam um financiamento coletivo pelo site Vakinha. Segundo eles, é gasto dinheiro com energia elétrica, manutenção e aquisição de softwares, aquisição de peças de reposição para os telescópios, entre outros itens. O objetivo é arrecadar R$ 17.000, para custear o biênio 2017-2018.

Jacques ressalta que a continuidade do observatório é importante, ou ficaremos às cegas sobre os objetos que passam perto da Terra no hemisfério Sul. “Este é um dos dois únicos observatórios no hemisfério Sul a fazer este trabalho de descobertas”, comentou. O outro observatório, a propósito, está parado, esperando peças de reposição para o equipamento.

Imagem do topo: SONEAR

 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em NACIONAL


Por que São Paulo ainda não conseguiu despoluir o rio Tietê?
...


Centro cultural em Manaus vai abrigar nova base da Polícia Militar
...


‘Liberdade Religiosa’, diz sabatista no Acre que vai fazer prova do Enem domingo (12)
...


Camponeses enfrentam tentativa de intimidação por pistoleiros e reafirmam decisão pela retomada da Fazenda Vera Cruz
...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE