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Ciência e Saúde
Adotar a dieta sem glúten sem necessidade é um erro
Publicado Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, às 15:35 | Fonte Catraca Livre 0
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Créditos: etiennevoss/istock - O glúten está presente em pães, massas, bolos e em uma série de outros alimentos

 

 

 

 

 

Uma das dietas mais debatidas atualmente é a de restrição ao glúten. Embora fala-se muito sobre o assunto, ele ainda é cercado de dúvidas. Basicamente, essa proteína vegetal tão debatida está presente em tudo que é feito de trigo, cevada, malte e centeio. Ou seja, ela está presente em boa parte do cardápio brasileiro. Nem mesmo a cervejinha está livre dele.

Há quem diga que uma alimentação sem glúten é mais saudável e acaba adotando a dieta mesmo sem ser intolerante ou ter alergia a essa proteína. Mas a nutricionista Maria Fernanda D’ottavio, do Check-up do HCor, faz o alerta: cortar o glúten da dieta sem necessidade pode gerar uma intolerância futura.

“É como se o organismo esquecesse como digere o glúten. Então, se a pessoa fica muito tempo sem colocar o glúten no organismo, é como se aquela enzima que digere o glúten esquecesse a função dela e aí a pessoa pode vir a desenvolver, por exemplo, uma sensibilidade ao glúten”, explica a nutricionista.

Já quem tem a doença celíaca, que é uma condição crônica que afeta o intestino de pessoas geneticamente predispostas, precisa - de fato- abandonar a proteína.

A doença autoimune (ou seja, o próprio corpo rejeita a substância) causa atrofia da mucosa do intestino, prejudicando a absorção dos nutrientes, sais minerais e água. Os principais sintomas são: dor abdominal, diarreia, distensão do abdômen, queda frequente de cabelo, diminuição do apetite, lesões de pele, anemia e infertilidade.

Já a intolerância ao glúten, também chamada sensibilidade não-celíaca, não tem característica de doença autoimune e sistêmica, mas tem sintomas parecidos. Ela ocorre quando o glúten é mal digerido, mas possibilidades de doença celíaca e de alergia ao trigo foram descartadas.

Nesses casos, os nutricionistas recomendam algumas substituições na alimentação. A farinha de trigo, por exemplo, pode ser trocada pela farinha de arroz, amido de milho, fubá, fécula de batata, polvilho, mandioca e tapioca.

Então, antes de pensar em entrar em qualquer modismo e mudar sua dieta, confira os principais mitos e verdades sobre a restrição ao glúten:

 

 

 

Cortar o glúten da alimentação faz bem para a saúde

Mito

Segundo a nutricionista Maria Fernanda, do HCor, não há nenhum estudo que comprove que a alimentação sem glúten faz bem para saúde de quem não tem a doença celíaca ou intolerância. “O glúten é uma proteína que está junto dos carboidratos, então, quando você retira o glúten, você deixa o cereal mais refinado e consequentemente você perde fibras, vitaminas e minerais desse cereal”, explica.

 

 

 

Dieta sem glúten ajuda a emagrecer

Mito

Também não existe comprovação científica de que a restrição ao glúten ajude na redução do peso. De acordo com a nutricionista Maria Fernanda D’ottavio, o que acaba acontecendo é que quando a pessoa restringe o glúten, consequentemente, restringe muitos outros alimentos, como bolo, pão, macarrão, chocolate. Então, a consequência acaba sendo a redução de peso.

“O que é preciso para perder peso é ter equilíbrio, não adianta restringir um monte de coisa e nunca mais comer um determinado alimento. Até fica chato porque a pessoa acaba perdendo um pouco da vida social por restrições. Já se a pessoa tem a doença celíaca ou alergia ao trigo, aí são outras questões”, afirma.

 

 

 

A doença celíaca e a intolerância não-celíaca ao glúten podem aparecer em qualquer fase da vida

Verdade

Geralmente aparece do primeiro ao terceiro ano de vida, porém pode manifestar-se em qualquer momento, inclusive da vida adulta.

 

 

 

Aveia é fonte de glúten

Mito

A aveia em si não é fonte de glúten, mas às vezes ela pode ter traço de trigo por ter sido cultivada, armazenada e transportada junto com ele. Outro motivo é quando o equipamento que a refinou foi o mesmo utilizado para refinar a farinha.

 

 

 

A pessoa celíaca deve privar-se do glúten pelo resto da vida

Verdade

Sim, pois o único tratamento para o celíaco é a uma dieta rigorosa, onde devem ser retirados todos os alimentos e preparações que contenham o glúten. Já as pessoas com sensibilidade ou intolerância ao glúten não têm necessidade de privação do nutriente, pois a quantidade de glúten suficiente para causar sintomas varia de pessoa para pessoa.

 

 

 

Quem é celíaco precisa ficar atento a cosméticos e medicamentos também

Verdade

Isso acontece porque, nos cosméticos, por exemplo, o glúten é usado como emulsificante ou estabilizante. E nos medicamentos, ele é usado para dar consistência e forma, contendo muitos deles amido de milho.

A nutricionista Maria Fernanda lembra que muitas vezes as pessoas não se dão conta disso, mas alerta que a situação é grave. “Eu tinha um paciente com doença celíaca e o shampoo que ele usava desencadeava a doença por conta do extrato de gérmen de trigo na composição”, conta.

 

Fique atento

 








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