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intoxicação por agrotóxicos
Professora do Ceulji/Ulbra Inicia projeto de pesquisa sobre incidência de intoxicação por agrotóxicos
Idealizado pela professora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná (Ceulji/Ulbra), Giselle Cristina Andrade Pereira, o projeto recebe o apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado de Rondônia (Fetagro)
Publicado Terça-Feira, 27 de Junho de 2017, às 16:43 | Fonte da Redação 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=331679&codDep=50" data-text="Professora do Ceulji/Ulbra Inicia projeto de pesquisa sobre incidência de intoxicação por agrotóxicos

  
 
 

Projeto de pesquisa desenvolvido para identificar a prevalência de intoxicação por agrotóxicos nos trabalhadores rurais do município de Ji-Paraná foi apresentado, nesta segunda-feira (26), aos trabalhadores rurais e aos parceiros na elaboração e execução do projeto.

Idealizado pela professora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná (Ceulji/Ulbra), Giselle Cristina Andrade Pereira, o projeto recebe o apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado de Rondônia (Fetagro) que o compreende como de extrema importância para que seja conhecida a saúde da população rural através da identificação de fatores de risco ou doenças já existentes, que muitas vezes é negligenciada.

De acordo com Giselle Cristina, os resultados previstos nesse projeto são conhecer o perfil da população rural, potencial de intoxicação e presenças de doenças secundárias como, por exemplo, as doenças cardiovasculares e renais crônicas. A professora esclarece ainda que com os resultados obtidos poderá ser elaborado um mapa representativo do consumo de agrotóxico por tipo e cultura utilizada; e identificar as patologias que acometem a população, a fim de fornecer dados que demonstrem onde pode estar ocorrendo os possíveis erros de processos, estocagem, armazenamento e devolução das embalagens que contribuem para o adoecimento da população e desequilíbrio do meio ambiente.

“O presente estudo será uma pesquisa descritiva, epidemiológica, observacional, transversal, quantitativa e qualitativa com trabalhadores rurais maiores de 18 anos. O instrumento para coleta de dados será realizado por meio de cadastro da propriedade, consulta médica através de entrevista com produtores e trabalhadores rurais, avaliação do local e fotografia, e coleta de amostras laboratoriais”, detalhou Cristina.

Para o presidente da FETAGRO, Fábio Menezes, este trabalho vem ao encontro da expectativa do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) em ter informações sobre os efeitos do uso de agrotóxicos sobre a saúde do trabalhador e trabalhadora rural, até mesmo em nível estadual.

“A proposta tem caráter original e inovador, uma vez que não existe uma quantidade relevante de dados no Estado e informações que nunca foram levantadas. Esse projeto é uma semente que plantamos e que os resultados vão nos ajudar a entender as conseqüências e efeitos dos agrotóxicos na saúde dos agricultores. Vamos entender a relação dos adoecimentos crescente com os produtos que estão sendo aplicados”, disse Fábio ao também parabenizar o Ceulji pela iniciativa e os agricultores pela participação direta no projeto.

Além da Fetagro, apóiam esta ação o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Ji-Paraná e Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO). O projeto recebe amparo financeiro do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero). Estes parceiros dão condições de aplicabilidade a esta ação de proteção ao trabalhador e trabalhadora rural.

Ernesto Ferreira, presidente do Sindicato de Ji-Paraná, também registrou a importância do projeto de pesquisa para a população rural e reafirmou que Sindicato é colaborador na articulação, mobilização e divulgação do projeto.

projeto vai ser desenvolvido no município em quatro etapas que contemplarão 400 famílias de trabalhadores rurais. A primeira, iniciada nesta segunda-feira com a apresentação do projeto, também incluiu o agendamento de consultas médicas e coleta de exames laboratoriais em diferentes setores da zona rural.





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