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Família: reflexo do amor divino!
Família: reflexo do amor divino! Por Dom Moacyr Grechi
Trindade: um Deus Amor, Criador, Salvador, Guia, Nascente inesgotável da vida, Razão da nossa alegria e esperança, Energia vital que nos habita e nos guia até a plena conformação ao Senhor. 
Publicado Domingo, 11 de Junho de 2017, às 13:08 | Fonte Dom Moacyr Grechi 0
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Família: reflexo do amor divino!

Hoje celebramos “o povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (LG 4) e, através da dimensão trinitária e eucarística, a família e a comunidade eclesial.

Trindade: um Deus Amor, Criador, Salvador, Guia, Nascente inesgotável da vida, Razão da nossa alegria e esperança, Energia vital que nos habita e nos guia até a plena conformação ao Senhor. 

Através da história da salvação, a partir do seu centro que é o Mistério Pascal, a Santíssima Trindade é a nascente da qual brota o mistério da Igreja (LG 1-5). Igreja, que é a sua imagem, “por ter nascido no coração do Pai, por ser fundada no Filho e por ser reunida pelo Espírito Santo” (E.Bianchi).

Para nosso povo que vive em grande desamparo social; período de desconstrução de direitos conquistados e de naturalização da corrupção; de desemprego e precariedade no trabalho; de violência no campo em favor do extrativismo e agronegócio; de negação dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, dos sem terras e posseiros, a consequência é o descrédito, não somente político, mas também, jurídico e institucional.

Hoje oramos: Senhor, “vossa Igreja, reunida pela unidade da Trindade, é para o mundo o corpo de Cristo e o templo do Espírito Santo, para a glória da vossa sabedoria” (Prefácio VIII). E também agradecemos ao Deus Trindade que caminhou com seu povo na história e caminha sempre conosco, que revela seu rosto caminhando com a humanidade e “nos chama a entrar no abraço da sua comunhão, que é a vida eterna” (papa Francisco).

Nossas comunidades são o lugar privilegiado da presença e da ação da Trindade. A identidade profunda da Igreja peregrina no mundo e de cada um de nós vive esta tensão entre a sua origem trinitária e a sua plena comunhão com a mesma. Somos criados a imagem de Deus, relacionamento perfeito, que se preocupa com a nossa vida também.

O batismo é a iniciação à vida trina de Deus, “que é indispensável da vida de Deus com cada criatura ao longo do tempo: passado, presente e futuro” (IHU). Portanto, somos batizados em nome da Trindade. Abençoados em nome da Trindade. Somos Morada de Deus: “quem me ama, guarda minha palavra, e eu o pai o amaremos, e nele faremos nossa morada”.

O Sinal da Cruz, gesto que fazemos diariamente, constitui de fato, uma profunda profissão de fé, que coloca todo nosso ser, mente, coração e obras, em relação vital com a Trindade Santa, Pai, Filho, Espírito Santo. 

A Família não é alheia à própria essência divina. Deus Trindade é comunhão de amor; a família, seu reflexo vivente (AL 11). O nosso Deus, no seu mistério mais íntimo, não é solidão, mas uma família, dado que tem em Si mesmo paternidade, filiação e a essência da família, que é o amor. Este amor, na família divina, é o Espírito Santo (J.Paulo II).

Este aspecto trinitário do casal, segundo a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, encontra uma nova representação na teologia paulina, quando o Apóstolo relaciona o casal com o mistério da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5,21-33).

“A família cristã é uma comunhão de pessoas, imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, afirma o Catecismo da Igreja Católica. “Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai; ela é chamada a partilhar da oração e do sacrifício de Cristo; a oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade; a família cristã é evangelizadora e missionária” (CIC 2205).

O casal que ama e gera a vida é a verdadeira escultura viva, capaz de manifestar Deus criador e salvador. Por isso, o amor fecundo chega a ser o símbolo das realidades íntimas de Deus (Gn 1,28;9,7;17,2-5.16;28,3;35,11;48,3-4). Devido a isso a narrativa do Gênesis, atendo-se à chamada tradição sacerdotal, aparece permeada por várias sequências genealógicas (Gn 4,17-22.25-26;5;10;11,10-32; 25,1-4.12-17.19-26;36): de fato, a capacidade que o casal humano tem de gerar é o caminho por onde se desenrola a história da salvação. Sob esta luz, a relação fecunda do casal torna-se uma imagem para descobrir e descrever o mistério de Deus, fundamental na visão cristã da Trindade que, em Deus, contempla o Pai, o Filho e o Espírito de amor (AL 11).

Os textos litúrgicos de hoje falam de Deus; não se detêm tanto no mistério das três Pessoas, mas no amor que constitui a sua substância e, ao mesmo tempo, a sua unidade e trindade.

O Livro do Êxodo expressa o amor de Deus ao seu povo e revela “Deus caminhando no meio de nós”, um Deus “compassivo e misericordioso, lento para cólera, rico em bondade e fidelidade” (Ex 34,4b-6.8-9).

Paulo Apóstolo demonstra a realidade de um Deus que é comunhão, que é família e conduz seu povo para essa dinâmica de amor: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”, repetimos com o apóstolo, nas celebrações (2Cor 13,11-13).

No Evangelho, João convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva (Jo 3,16-18).

Somos convidados a contemplar a natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade; o Deus família torna-se trindade de pessoas distintas, porém unidas.

É o Espírito Santo, dom de Jesus Ressuscitado, que nos comunica a vida divina e faz-nos entrar deste modo no dinamismo da Trindade, que é de amor, comunhão, serviço recíproco e partilha.

Uma pessoa que ama os outros pela própria alegria de amar é reflexo da Trindade. Uma família na qual todos se amam e se ajudam uns aos outros é um reflexo da Trindade. Uma paróquia na qual os fiéis se amam e partilham os bens espirituais e materiais é um reflexo da Trindade (papa Francisco).

 

CORPUS CHRISTI

Na próxima quinta-feira (15/06), Paroquias e Comunidades da Arquidiocese de Porto Velho, como uma grande família, participarão da Solenidade de Corpus Christi, com a missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

O centro da nossa vida é Cristo presente na história, Cristo presente na glória, mas Cristo, também, que se faz por nós “sacerdote, altar e oferta”, transformando-se em alimento para a vida do mundo. Cristo alimento. Cristo, pão partido, é aquele que consideramos, pela vontade do próprio Cristo, como centro da comunidade e da Igreja (D.Luciano M.Almeida).

Pelas ruas de nossas cidades, manifestaremos nosso desejo de ser um povo “reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Cristo é luz. Cristo é vida. Somos peregrinos para a Casa do Pai; um dia, veremos a beleza de Deus na face do Cristo, imagem visível do Pai e seremos introduzidos na comunhão trinitária.

Dia 15, 5ª feira, estaremos em comunhão com todas as Paróquias e CEBs do Brasil, na JORNADA DE ORAÇÃO PELO BRASIL E PELA PAZ NO MUNDO.

 

Encontro Nacional dos Leigos em Porto Velho

Com o tema “Os desafios da atuação dos cristãos na Igreja e na Sociedade”, leigos cristãos de todos os Regionais da CNBB estarão reunidos no Centro de Treinamento de Porto Velho, entre os dias 15-18/06, participando da 36ª Assembleia Geral Ordinária do CNLB.

A assessora da Assembleia é a teóloga Lúcia Pedrosa, que vai tratar do Documento 105 da CNBB: “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”; além de outros temas importantes, o Laicato nacional prepara-se para o Congresso Latino-americano de 2018 em Belo Horizonte.

Papa Francisco vem motivando os leigos, através da Carta “O indispensável compromisso dos leigos na vida publica dos países latino-americanos”, afirmando que é chegada, e com urgência, a “Hora dos Leigos”, que não pode mais demorar. 

Nela se mostra o quão benéfica é a atuação dos leigos, mas também chama a atenção para as dificuldades, para o drama do clericalismo e para uma maior valorização de sua vocação e de um engajamento para a missão.





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