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Ciência e Saúde
A DARPA quer hackear o seu cérebro para você aprender mais rápido
Publicado Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017, às 09:59 | Fonte GIZMODO 0
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Se o cérebro é só um monte de fios e circuitos, parece razoável que esses componentes possam ser rearranjados para criar um ser humano melhor e mais inteligente. Pelo menos essa é a teoria por trás de um novo projeto do reservado braço de pesquisa da DARPA anunciado nesta semana, que busca melhorar a habilidade cognitiva humana para ativar o que é conhecido como “plasticidade sináptica”.

Pesquisas recentes sugerem que estimular certos nervos periféricos, aqueles que mandam sinais entre cérebro, medula espinhal e o resto do corpo, pode melhorar a habilidade de uma pessoa para aprender, ao ativar a liberação de produtos neuroquímicos que reorganizam as conexões no cérebro. Através desse novo programa de Treinamento de Neuroplasticidade, a DARPA está financiando oito diferentes pesquisas para tentar melhorar o aprendizado ao visar esses nervos com estímulos elétricos. O objetivo final é traduzir essas descobertas para aplicações no mundo real que melhorem o treinamento militar, permitindo a um soldado, digamos, aprender uma nova língua em meses ao invés de anos. Se a DARPA conseguir fazer isso, seus esforços provavelmente vão impactar a todos nós.

“O treinamento visa entregar novo conhecimento dos processos neurais que regulam as funções cognitivas associadas com o aprendizado”, Doug Weber, o diretor do projeto, disse ao Gizmodo. Em outras palavras, a DARPA quer estudar a biologia básica que está em funcionamento e eventualmente desenvolver dispositivos de estímulo neural que explorem as nossas conexões biológicas para melhorar o conhecimento.

Um time financiado pela DARPA, na Universidade Johns Hopkins, vai focar em fala e audição. Esses pesquisadores vão experimentar com o estímulo do nervo vago, explorando se isso pode acelerar o aprendizado de uma nova língua. Outro time da Universidade da Flórida vai estudar como o estímulo do nervo vago impacta a percepção, a função executiva, a tomada de decisão e a navegação espacial em roedores. Outro time na Universidade do Estado do Arizona vai estimular o nervo trigêmeo e estudar como ele impacta as funções visuais, sensoriais e motoras de voluntários militares, estudando inteligência, vigilância, reconhecimento, mira e tomada de decisão.

Já existem vários produtos no mercado que dizem oferecer melhoras na performance cognitiva, psicológica e física (o time de basquete Golden State Warriors, por exemplo, é conhecido por usar choques cerebrais para uma suposta vantagem no seu jogo). Mas existe pouco conhecimento sobre como esses dispositivos funcionam, e os cientistas suspeitam que muitos deles não funcionem. O objetivo do programa da DARPA é encerrar essa discussão, testando a eficácia tanto de dispositivos implantados quanto não invasivos para entender não somente se eles funcionam, mas, se funcionarem, como.

“Nós estamos começando com um pouco de conhecimento sobre como os nervos periféricos são ligados, mas relativamente pouco conhecimento sobre os efeitos do estímulo neural em suas funções”, Weber disse.

Se existir ligações suficientes entre o estímulo neural e melhoras no aprendizado, a segunda fase do programa vai trabalhar em desenvolver dispositivos que melhorem o treinamento no aprendizado de línguas estrangeiras, análise de imagens e tarefas de navegação.

“A maioria das analogias entre o cérebro e um computador é ruim”, disse Michael Kilgard, pesquisador líder do projeto na Universidade do Texas, em Dallas. “Mas realmente existem fios ligando do ponto A ao ponto B. Quando você corta esses fios, você perde função. Mas, depois que eles foram cortados, eles podem fazer novas conexões. Nós temos tecnologia agora que nos permite ver essas conexões”.

O trabalho de Kilgard tem sido, até recentemente, focar em consertar circuitos danificados. Áreas de pesquisa como o estímulo cerebral profundo (que envolve implantar um chip bem fundo no cérebro) e o estímulo direto transcranial (que muda a química do cérebro usando estímulos elétricos não invasivos) têm tido algum sucesso em usar a eletricidade para corrigir circuitos defeituosos para, digamos, ajudar no tratamento de condições de saúde mental. Kilgard tem tido sucesso ao usar a terapia de plasticidade direcionada para tratar distúrbio de estresse pós-traumático.

“A nossa ideia era: depois do dano cerebral, como você melhora? O que você realmente precisa é religar os circuitos”, ele disse. “Esse é o próximo passo lógico. Se você conseguir ajudar a recuperar a função que você perdeu, pode aumentar a taxa com que aprende coisas novas?”

Eventualmente, ele enxerga um dispositivo que, por algumas centenas de dólares, vá permitir, não invasivamente, às pessoas aprender uma língua a uma taxa acelerada. No ritmo atual, ele espera ter em cinco anos uma versão (provavelmente muito mais cara) desse dispositivo pronto para ser aprovado pelas autoridades.

Mas ainda existem vários desafios. Para começar, saber se alguma dessas coisas ainda é apenas pouco mais que uma suposição.

“Estamos utilizando ferramentas de ponta para observar os processos moleculares e celulares por trás dessas funções, mas até os instrumentos mais avançados são limitados”, Weber disse.

Além disso, a própria ideia da pesquisa provavelmente alimenta os medos de que a DARPA esteja criando uma corrida pelo super-soldado melhorado cognitivamente. A agência tem diversos outros projetos cerebrais encaminhados, que procuram implantar chips para tratar doenças mentais assim como recuperar a memória e o movimento de soldados feridos em combate. Por enquanto, o foco do programa é apenas dar uma pequena ajuda ao cérebro, permitindo que sejamos capazes de aprender uma nova habilidade, digamos, 30% mais rapidamente do que aprenderíamos naturalmente. Mas até mesmo o uso de estimulantes cerebrais como Ritalina e Modafinil, facilmente disponíveis hoje em dia nos campi de universidades, é controverso.

Os críticos defendem que essas melhoras desafiam a natureza humana. Apoiadores dizem que buscar essas melhoras faz parte da natureza humana. A nova pesquisa torna esse debate, sobre até onde enquanto sociedade estamos dispostos a melhorar a capacidade cognitiva humana, ainda mais urgente.

“Questões relacionadas à segurança, acesso igualitário à tecnologia e liberdade de escolha costumam ser os primeiros tópicos quando novas tecnologias inovadoras são criadas”, Weber disse. “É importante que pensemos cuidadosamente no impacto mais amplo deste trabalho.”

 








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