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Christina Rickardsson: Da caverna para o primeiro mundo
Publicado Sexta-Feira, 21 de Abril de 2017, às 13:54 | Fonte Revista Isto É 0
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Como a garota que até os cinco anos viveu em uma gruta de Minas Gerais e caminhava horas para encontrar alimentos se projetou para o mundo como escritora

Da caverna para o primeiro mundo

VONTADE Christina Rickardsson, autora de “Nunca Pare de Caminhar”, conta como deixou a pobreza no Brasil e se tornou escritora na Suécia

Fabíola Perez

20.04.17 - 19h00

Os primeiros anos de vida de Christina Mara Coelho foram bem diferentes do que se imagina para uma garota de apenas cinco anos. Longe dos brinquedos, da tranquilidade e do conforto de uma casa, ela passou momentos de extrema dificuldade ao lado da mãe, Petronilia, em uma das mais de cinco mil formações rochosas do Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina, Minas Gerais. Christina não fazia ideia de como era dormir em uma cama ou desfrutar de mais de uma refeição ao dia. Mãe e filha caminhavam durante horas em busca de alimentos. “Só assim conseguimos sobreviver”, disse à ISTOÉ a jovem, autora do best-seller “Nunca Pare de Caminhar”, que deverá ser lançado no Brasil no segundo semestre deste ano. Em uma das noites nas cavernas, a mãe de Christina pediu que a filha lhe fizesse uma promessa: “aconteça o que acontecer, nunca pare de caminhar.” A vida da garota, de fato, não parou. Ainda criança, foi adotada por um casal sueco e experimentou a vida em outro país. Hoje, aos 33 anos, além de escrever e ministrar palestras, Christina Rickardsson (nome que ganhou dos pais adotivos) criou uma fundação de assistência a crianças carentes no Brasil, a Coelho Growth Foundation. “Para um país se desenvolver é preciso investir em pessoas. Se desejamos uma sociedade com baixos níveis de criminalidade e com segurança, temos que oferecer educação”, diz.

Lembranças

Dos tempos miseráveis, a jovem se lembra do desespero causado pela fome. As condições começaram a piorar quando os alimentos ao redor se tornaram escassos. A única solução era ir com a mãe até o centro da cidade, onde pediam comida pelas ruas. Veio, então, a primeira grande mudança. Mãe e filha foram para São Paulo, em busca de melhores condições. “Foi um choque, via pobreza e pessoas andando para todos os lados,” afirma Christina. Um ano depois, nasceu o irmão da menina, Patrick. Os dias eram difíceis e, na metrópole, a garota testemunhou uma das cenas mais dramáticas de sua vida: o assassinato de uma amiga por policiais enquanto dormiam na rua. Depois disso, já com sete anos, ela e o irmão foram deixados pela mãe em um orfanato. “Ela já não tinha mais condições de nos sustentar, mas mesmo assim passava todos os dias para nos ver.” Nesse momento, a vida de Cristina se transformaria novamente. Dessa vez, para melhor. Apesar da falta que sentia da mãe, pela primeira vez na vida ela brincava com outras crianças, se alimentava e gozava de conforto.5

Christina e o irmão Patrik (no detalhe): ambos foram adotados por um casal de suecos e começaram uma nova vida

Quando estava com 8 anos, o casal sueco William e Sture Rickardsson visitou o orfanato e decidiu adotá-la, junto com o irmão. “Meus novos pais não sabiam falar português, senti receio de tudo, mas tive acesso à escola e todo o tipo de assistência”, diz. No pequeno vilarejo de 2,5 mil habitantes no norte da Suécia, próximo à cidade de Umea, Christina passou a frequentar a escola e se dedicar ao sueco e ao inglês. Tanto que, hoje, a brasileira não fala português. Sua trajetória está no livro “Nunca Pare de Caminhar”. Na Suécia, ele teve a tiragem inicial esgotada em apenas uma semana. Surgiram, então, convites para a jovem participar dos principais veículos de comunicação do país. “Sempre quis escrever sobre como é crescer em um país onde nem todas as crianças têm a oportunidade de ter um futuro”, afirma.

Para tentar ajudar mais jovens, Christina criou a Fundação Coelho, que presta assistência a três orfanatos de São Paulo e um do Rio de Janeiro. “O Brasil tem um grande potencial, mas tem problemas estruturais.” No lançamento do livro no País, ela pretende distribuir gratuitamente cerca de mil exemplares para crianças carentes. Enquanto isso, se dedica ao segundo livro. Tudo indica que ele esteja relacionado à sua volta ao Brasil, que ocorreu em 2015. A autora, que mora com o namorado, um fotógrafo sueco, no país que a adotou, não revela se reencontrou a mãe, nem dá detalhes sobre sua vida pessoal. Tudo indica que o segundo capítulo de sua intensa biografia esteja reservado para a próxima publicação.

O mistério da menina-mogli

RESGATE Garota indiana resgatada de uma reserva florestal

RESGATE Garota indiana resgatada de uma reserva florestal

Na Índia, uma garota que aparenta ter entre oito e dez anos foi encontrada por policiais em uma reserva florestal de Bahraich, ao norte do país. Segundo o jornal India Times, as autoridades trabalham com a hipótese de que ela possua algum tipo de deficiência mental e tenha sido abandonada pelos pais. Após ser resgatada, a menina foi encaminhada a um hospital para receber cuidados médicos. Tinha o corpo marcado por feridas, estava fraca, com fome e vestia roupas sujas. Como não conseguia se comunicar e os primeiros relatos de policiais indicavam que teria sido encontrada vivendo com primatas, ela começou a ser chamada de Mogli, em referência à lenda do menino indiano criado por um bando de lobos. Segundo autoridades, a criança foi entregue a um albergue infantil.








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