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Mistério Pascal
Mistério Pascal: a Semana que nos une! Por Dom Moacyr Grechi
Na Semana Santa participamos da agonia e do sufocamento das vítimas do ataque químico ocorrido na Síria, somando ao grito de Jesus na Cruz. Ouvindo os gritos de “crucifica-o...
Publicado Domingo, 9 de Abril de 2017, às 19:20 | Fonte Dom Moacyr Grechi 0
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  Com o Domingo de Ramos iniciamos a Semana Santa; período em que a Quaresma alcança o seu ponto final e nos introduz no coração da celebração da Páscoa. Para que o Mistério pascal possa agir profundamente em nós e em nosso tempo, na Semana Santa lembramos o evento fundante da nossa vida cristã: a Morte-Ressurreição de Cristo. Grande Semana na qual o amor deve tomar o lugar do ódio; o perdão da vingança; devemos deixar a verdade tomar o lugar da mentira; a alegria da tristeza.

 
Na Semana Santa participamos da agonia e do sufocamento das vítimas do ataque químico ocorrido na Síria, somando ao grito de Jesus na Cruz. Ouvindo os gritos de “crucifica-o” atualizados pela plateia que aplaude os arroubos nazistas do deputado que zomba e desfaz-se de indígenas e quilombolas. Nas palavras de Frei Gustavo Medella: “Espetáculo tétrico realizado na casa daqueles que sofreram a dor de uma dura, injusta e sangrenta perseguição”.
 
A escuta do grito de Jesus crucificado nos permite vivenciar a perturbadora descoberta de que, quando experimentamos de diversas maneiras o poder do mal e da morte, temos o direito de pensar que somos abandonados por Deus, de nos sentir entregues por Ele e de lhe perguntar por que, sem que isso viole a qualidade de nossa confiança e de nossa esperança Nele (F.Bigaouette).
 
É justamente no instante da morte de Jesus na Cruz que é desvelada a face de um Deus que luta contra a hostilidade dos adversários do Filho, mostrando-lhes o que é feito de seu amor quando eles o rejeitam: não a vingança, mas a misericórdia. Deus vem para suscitar nesse lugar a resposta que o ser humano, entregue a si mesmo, é incapaz de lhe dar: a resposta da fé. No clamor de Jesus na cruz, o silêncio de Deus diante da morte de seu Filho se faz ouvir como a palavra-ápice pela qual Ele nos revela a profundeza inaudita de seu respeito e de seu amor por nós.
 
Revelando-nos que “Deus é amor” (1Jo 4,8) Ele ensina-nos ao mesmo tempo que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o novo mandamento do amor. Suportando a morte por todos nós, ensina-nos com o seu exemplo que também devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça (GS 38).
 
 
No DOMINGO DE RAMOS, revivemos o “Domingo da Paixão”, a realeza messiânica de Jesus, na humildade e no despojamento da Cruz e nos preparamos com maior intensidade para caminhar com Jesus na sua Páscoa. A Procissão de Ramos precedida pela Benção dos Ramos, fora da Igreja, nos conduz no seguimento de Jesus em sua Paixão, pelas estradas, ruas, avenidas, linhas e travessão, rios e beiradão de nossas comunidades (Às 7h30, Benção dos Ramos na Capela São Francisco, Procissão até a Catedral e Santa Missa).
 
O Povo de Deus, com ramos e cartazes da Campanha da Fraternidade, recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. É o caminho de cruz que se eterniza. Jesus sobe a Jerusalém para dar pleno cumprimento às Escrituras. Ele desceu ao nosso encontro, partilhou da nossa humanidade, fez-se servo dos homens, doou a sua vida para que o egoísmo e a injustiça fossem vencidos.
 
A Liturgia de Ramos nos oferece dois trechos do Evangelho de Mateus: um para a Bênção dos Ramos, no qual aclamamos Jesus, rei humilde, servidor do povo, glorificado pelo Pai e constituído Senhor do universo. O outro, para a Liturgia da Palavra, que nos apresenta a narrativa da Paixão de Jesus Cristo.
 
O paradoxo dessa festa se expressa através da contradição de multidão que, por momentos, aclama o Cristo como rei com ramos nas mãos e, em outro, grita pedindo que o crucifiquem como um bandido qualquer com os punhos fechados. A cavalgada não é dos poderosos, mas dos pobres despojados. Jesus é aclamado pelo povo oprimido, sem voz e sem vez. Homem de Deus e do povo, humilde e pacífico, movido pela força do amor de Deus, combate o sistema social, que se firmava na violência, na opressão e no apoio aos privilegiados e aos seus interesses, excluindo os mais pobres.
 
Neste Domingo dos extremos somos convidados a ser teimosos na esperança, a não desanimarmos diante de muitos sinais de morte que, infelizmente, nos têm acompanhado. Não basta aclamar “bendito o que em vem nome do Senhor”, é preciso abrir espaço para que o Senhor Jesus seja testemunhado em nossa sociedade. Isso só é possível quando lutamos contra toda forma de opressão e exclusão, situações que ameaçam a vida, dom maior que de Deus recebemos, e nos tornamos portadores da paz, que é fruto da justiça.
 
Hoje, Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto em favor dos pobres e nossa colaboração na continuidade da obra criadora e nas ações em prol do meio ambiente e da sustentabilidade.
 
O tempo quaresmal continua até à Quinta-feira Santa. A partir da missa vespertina, iniciamos o Tríduo pascal, que abrange a Sexta-feira Santa “da paixão do Senhor” e o Sábado Santo, e tem o seu centro na vigília pascal, concluindo-se com as vésperas do domingo da ressurreição.
 
 
QUINTA FEIRA SANTA: Esta liturgia reflete bem o espírito dos fiéis diante dos últimos acontecimentos de Jesus. Eles sabem o que os Apóstolos naquela noite não sabiam: que Jesus está percorrendo seu caminho até a glória. Ao mesmo tempo, porém, sentem profundamente a dor desta noite de traição e aflição. Na 5ª Santa, contemplamos o Servo Padecente, o homem das dores, mas com os olhos iluminados pela Páscoa. É esta a visão sobre Jesus que S. João nos ensina.
 
Apresenta-se a nós o “exemplo” da doação da vida que Jesus mostrou aos Apóstolos no começo da Ceia, lavando-lhes os pés. Com isso, ele deu a entender que ele é o Servo, que se humilha e carrega sobre si os pecados dos homens. Assumir na fé e na prática da vida o exemplo de Jesus, eis o verdadeiro sentido da “comunhão”, que é: participação na salvação efetivada por Jesus. Assim, a narração do lava-pés mostra o que significam as palavras de Jesus: “Isto é o meu corpo, dado por vós. Este é o cálice do meu sangue que é derramado por vós e por todos, para o perdão dos pecados” (J.Konings, SJ).
 
Na Catedral, a Missa Crismal será celebrada às 8h (13/4) com a Bênção do Óleo dos Catecúmenos, Bênção do Óleo dos enfermos e a Consagração do Crisma; em seguida, a Renovação das Promessas Sacerdotais pelos padres da região de Porto Velho.  Às 19h, a Missa da Instituição da Eucaristia e Lava-, seguida da adoração ao Santíssimo Sacramento até às 24h.
 
 
6ª FEIRA SANTA: Tendo celebrado a Instituição da Ceia na 5ª Feira Santa, a liturgia não voltará a celebrar a Eucaristia até a noite pascal. Na Sexta Santa, contemplamos a paixão e morte de Jesus, fazemos memória daqueles que experimentam o sofrimento humano, vitimas de toda forma de escravidão, injustiça e violência. No seu amor incondicional a nós, Cristo assume todos esses sofrimentos e entrega sua vida para trazer a salvação à humanidade.
 
A nossa caminhada no segui­mento de Jesus deve ter como condição primordial a disposição de participar de sua paixão e cruz. Na cruz, vemos aparecer o homem novo, que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, esse homem novo vai assumir como missão a luta contra o pecado, isto é, contra todas as causas que ameaçam a vida e que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Assim, a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo, o dinamismo do “Reino”.
 
Na catedral, a Adoração ao Santíssimo Sacramento na parte da manhã e às 15h30, celebração da Paixão de Jesus. Às 17h, Procissão do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores, com a Via Sacra.
 
 
VIGÍLIA PASCAL: Quando caiu o silêncio da morte e a criação mergulhou na escuridão, permaneceu Maria, sua Mãe, mantendo acesa a chama da fé esperando, contra toda a esperança, na ressurreição de Jesus.
 
A liturgia desta Noite Santa fala por si mesma: o mistério da nova luz que surge nas trevas, Cristo que venceu a morte e o pecado. Os fiéis se unem a este mistério, acendendo uma vela na chama do círio pascal, quando de sua entrada triunfal na igreja: é a participação na vida ressuscitada do Senhor.
 
A luz do Ressuscitado nos é dada para que viva em nós a esperança e a certeza de que Cristo venceu a morte, e nós vencemo-la com Ele. Doravante seremos portadores de sua Luz tornando visível o rosto de Cristo entre nós.
 
Na Catedral, às 20h, Celebração da Pascoa, com a celebração da Luz, Celebração da Palavra, Liturgia batismal e Liturgia Eucarística (tragam velas e água).
 
A você meu irmão, minha irmã, uma abençoada Semana Santa e Feliz Páscoa da Ressurreição!








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