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AGRONEGÓCIO
Prefeito quer fortalecer cafeicultura nos distritos
O prefeito aprovou o projeto de fortalecimento da cafeicultura sugerido por Lima, pelo qual a prefeitura deverá fornecer aos agricultores quatro milhões de mudas de café clonal até 2020. Muito mais produtivo que o café convencional
Publicado Quinta-Feira, 30 de Março de 2017, às 09:19 | Fonte da Redação 0
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Chegar ao final do quarto ano de mandato com uma produção de café em torno de 100 mil sacas. Essa é a meta que o prefeito dr Hildon Chaves propôs ao secretário municipal da Agricultura, Evaldo Lima, no último fim de semana, ao visitar juntamente com o vice-prefeito Edgar do Boi Tonial, uma lavoura de café clonal no setor chacareiro do distrito de União Bandeirante. Atualmente, Porto Velho produz em torno de 50 milsacas do produto em cerca de cinco mil hectares plantados.
 
O prefeito aprovou o projeto de fortalecimento da cafeicultura sugerido por Lima, pelo qual a prefeitura deverá fornecer aos agricultores quatro milhões de mudas de café clonal até 2020. Muito mais produtivo que o café convencional, o clonal é mais precoce e bem mais produtivo. Enquanto que no cultivo da espécie convencional a produção oscila na faixa de 12 a 15 sacas por hectare, o clonal sem irrigação atinge de 40 a 60 sacas no mesmo espaço de terra e o irrigado extrapola para 80 a 120 sacas. Além disso, começa a produzir a partir dos dois anos, enquanto que o convencional em torno de dois anos e meio a três anos.
 
Dr Hildon já autorizou a compra de um milhão de mudas que serão distribuídas ainda neste ano. O secretário Evaldo Lima disse que pode buscar mudas no interior, mas que em Porto Velho mesmo já há viveiros credenciados. Nos próximos dias a Semagric vai começar a treinar técnicos que atuarão na assistência técnica aos produtores.
 
Segundo Evaldo Lima, produtores já estão sendo cadastrados e selecionados para o programa, de acordo com a aptidão natural de cada região do município. É um trabalho extenuante, em função do espaçamento territorial do município. Para se ter uma ideia dessa extensão, a distância de Demarcação, no Baixo Madeira, na divisa com o Amazonas, à Nova Califórnia, na divisa com o Acre, isto é, de um extremo ao outro, é de cerca de 800 quilômetros, equivalente à distância de Vilhena à Porto Velho. Nesta vastidão há vários tipos de solos, com diferentes aptidões.
 
A região de União Bandeirantes possui solo com boas características para a lavoura cafeeira. Só nessa região, a demanda gira em torno de 300 mil mudas. Ali perto, em Rio Pardo, deve ser distribuídas outras 100 mil mudas. Em plena produção, essa lavoura deve fazer girar mais de R$ 6 milhões no pequeno distrito. União Bandeirantes já chegou a produzir 28 mil sacas de café, mas devido a vários fatores, principalmente a falta de apoio do poder público, na última safra foram colhidas apenas nove mil sacas.
 
LEITE
 
Além do café, o prefeito dr Hildon Chaves quer melhorar o aproveitamento da produção leiteira. Dos cerca de 60 mil litros de leite produzidos diariamente na região de União Bandeirantes, 90% são levados para beneficiamento em Nova Mamoré. Dr Hildon disse que o proprietário de um laticínio do interior já manifestou interesse em se estabelecer no distrito.
 
Embora Porto Velho possua um rebanho bovino em torno de um milhão de cabeças, sendo metade gado de corte e metade de leite, Evaldo Lima disse que o setor leiteiro era ignorado de tal forma pelas gestões anteriores que a capital não tinha sequer assento na Câmara Setorial do Leite, que administra os recursos do Pró-Leite, fundo mantido pelos laticínios para investimentos no desenvolvimento do setor por meio do melhoramento da qualidade e da produtividade.
 
“Vamos mudar a realidade dos nossos distritos apoiando as lavouras, a criação de gado, de peixe, enfim, vamos incentivar da melhor forma que pudermos a produção de alimentos. Porto Velho traz consigo a missão de ser o grande produtor de alimentos do Norte. Falta organizar a produção e é esse trabalho que estamos iniciando”, afirmou determinado, dr Hildon.
 

Texto e fotos Comdecom 








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