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Por que a doença do filho de Felipe Andreoli é um perigo
Publicado Terça-Feira, 28 de Março de 2017, às 11:13 | Fonte Veja.com 0

 
 

 

Felipe Andreoli e seu filho com a apresentadora Rafa Brites, Rocco

Rocco, filho de Felipe Andreoli e Rafa Brites, ficou 6 dias internado na UTI após ter sido infectado pelo VSR. O vírus é o principal agente infeccioso da população infantil. (Felipe Andreoli/Instagram/Reprodução)

 

 

Na última quarta-feira, Rafa Brites, apresentadora da Rede Globo,  desabafou em seu Instagram sobre a internação de seu filho, Rocco, com o também apresentador Felipe Andreoli. O bebê, de pouco mais de 1 mês de idade, ficou seis dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma maternidade do Rio de Janeiro, após ter sido infectado pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

 

O VSR é o principal agente infeccioso da população infantil, causador de doenças como bronquiolite e pneumonia, e representa um perigo principalmente para bebês prematuros e criança de até dois anos de idade com problemas cardíacos ou pulmonares.

 

Em pessoas mais velhas, o vírus causa sintomas semelhantes a um resfriado comum, mas, em crianças pequenas ou do grupo de risco,  pode causar infecções respiratórias mais graves devido à maior sensibilidade dos pulmões e um sistema imunológico suscetível. Os primeiros sintomas são nariz escorrendo, garganta avermelhada e tosse, seguido de dificuldade para respirar e chiado no peito. Recusa na hora de comer, vômitos e irritação também podem sinalizar a doença, já que estão relacionados à falta de ar.

 

Como é uma doença viral, não há tratamento para mudar seu curso. É preciso esperar a defesa do próprio organismo combater o invasor. Enquanto isso, é possível aliviar os sintomas com a administração de antitérmico em casos de febre, oxigênio e inalação para aliviar o peito e muita hidratação. Durante o “período” da doença, que tem duração média de uma semana a dez dias, a criança precisa ficar em observação em casa ou, em casos mais graves, no hospital.

 

Vírus sazonal

 

O vírus circula principalmente nas regiões sul e sudeste durante o outono e inverno (de março a setembro) e a principal forma de prevenção é evitar o contato com pessoas doentes, lavar bem as mãos e manter os ambientes ventilados – o contágio acontece ao respirar em ambientes contaminados ou no contato com secreções de doentes. Especialistas recomendam também a manutenção do aleitamento materno, que além de manter o bebê hidratado e alimentado, é importante para o fortalecimento do sistema imunológico dos bebês.

 

Há também um tratamento preventivo, similar à vacina, que evita a hospitalização em 70% dos casos. Trata-se de um anticorpo monoclonal, o palivizumabe. Crianças em condições especiais de debilidade imunológica e prematuros (até 28 semanas gestacionais), podem receber vacinas especiais gratuitamente nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), espalhados nas principais cidades brasileiras.

 

Rafa aproveitou a oportunidade para alertar pais e mães sobre o perigo do vírus com a seguinte mensagem: “PS: atenção papais redobrem o cuidado nessa época do ano VSR vírus sincicial respiratório. Álcool em gel em tudo. Máscara em quem estiver com algum sintomas. Evitar lugares fechados. Vale darem um Google para se informarem melhor.”

 







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