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Lava Jato: barbas de molho
Valdir Raupp, cunhado e ex-funcionária são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro
Ele alega que doação foi feita ao diretório do PMDB, e não a sua campanha.
Publicado Domingo, 19 de Março de 2017, às 13:53 | Fonte Do G1, em São Paulo 0
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Lava Jato: entenda denúncia contra o núcleo Valdir Raupp
Senador, cunhado e ex-funcionária são acusados de corrupção e lavagem.
Ele alega que doação foi feita ao diretório do PMDB, e não a sua campanha.
 
 
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro junto com um cunhado, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira. A denúncia foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal.
 
Segundo as investigações da Polícia Federal, o senador é suspeito de receber propina de R$ 500 mil por meio de doação oficial para sua campanha ao Senado em 2010.
Em delação premiada na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que o senador Valdir Raupp era um dos beneficiados com dinheiro desviado da estatal por meio de transferências realizadas pelo operador Fernando Soares, o Fernando Baiano.
A PF apontou que os indícios da investigação, como e-mails de dirigentes da construtora e recibos de doações, reforçaram as suspeitas apontadas em acordos de delação premiada.
Foram apontados ainda telefonemas trocados e reuniões entre o senador e delatores da Lava Jato, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o doleiro Alberto Youssef. Dias após o indiciamento, no entanto, o ministro Teori Zavascki, do STF, suspendeu o ato realizado pela PF. As investigações continuaram.
 
O doleiro Alberto Youssefdisse que acertou com uma assessora de Raupp a doação que seria feita pela Queiroz Galvão. Fernando Baiano confirmou as declarações.
A partir das delações, foi aberto inquérito para apurar doação de R$ 500 mil pela Construtora Queiroz Galvão e pela Vital Engenharia. A doação oficial, afirma a PF, seria "vantagem indevida fruto de contratações ilicitamente negociadas na Petrobras".
 
 
A investigação apontou que Raupp intermediava o interesse de empresas privadas na Petrobras e que sua assessora Maria Cleia a ajudava. O cunhado Paulo Rocha, irmão da mulher de Raupp, Marinha Cléia Raupp, foi responsável pela assinatura de recibos eleitorais.

Segundo a delegada, há indícios da "adoção de medida de ocultação da origem dos recursos espúrios, através de doação eleitoral oficial", e frisou que é possível "concluir pela ocorrência da solicitação e remessa de dinheiro" por parte do senador. 

 

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