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No ba­lan­ço de três anos da ope­ra­ção Lava-Jato, MPF vê ris­co de re­tro­ces­so
Publicado Sábado, 18 de Março de 2017, às 10:40 | Fonte Em.com.br 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=323995&codDep=19" data-text="No ba­lan­ço de três anos da ope­ra­ção Lava-Jato, MPF vê ris­co de re­tro­ces­so

  
 
 

 

Para procuradores Dallagnol e Carlos Fernando, fortalecimento do combate à corrupção depende de novas leis, incluindo fim do foro privilegiado (foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

 

 

Cu­ri­ti­ba – Os pro­cu­ra­do­res do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) que in­te­gram a for­ça-ta­re­fa da La­va-Ja­to Car­los Fer­nan­do dos San­tos Li­ma e Del­tan Dallag­nol cri­ti­ca­ram a pro­pos­ta de anis­tia ao cai­xa 2 que es­tá em tra­mi­ta­ção no Con­gres­so. Em co­le­ti­va de im­pren­sa de ba­lan­ço de três anos da ope­ra­ção, o tom foi du­ro con­tra o Con­gres­so e o go­ver­no fe­de­ral. “Te­mos boa par­te do Le­gis­la­ti­vo e do Exe­cu­ti­vo con­tra a La­va-Ja­to”, afir­mou San­tos Li­ma.

 

Se­gun­do ele, a La­va Ja­to es­tá em um mo­men­to de mui­to cui­da­do, no qual as pes­soas cu­jo en­vol­vi­men­to es­tá sen­do re­ve­la­do es­tão ten­tan­do rea­gir. San­tos Li­ma dis­se ain­da que to­da a in­ves­ti­ga­ção po­de cair por ter­ra com as ten­ta­ti­vas ho­je em cur­so pe­lo Con­gres­so.

 

Dallag­nol re­for­çou a ne­ces­si­da­de de pro­mo­ção de al­te­ra­ções na le­gis­la­ção pa­ra tor­nar mais efe­ti­vo o com­ba­te à cor­rup­ção no país. “Pre­ci­sa­mos que o fo­ro pri­vi­le­gia­do se­ja res­trin­gi­do. Pre­ci­sa­mos de mais re­for­mas”, co­men­tou.

 

Ao ava­liar o ho­ri­zon­te pa­ra o en­cer­ra­men­to da ope­ra­ção, Dallag­nol afir­mou que o “fim é quan­do ti­ver­mos exau­ri­do to­das as in­ves­ti­ga­ções so­bre cri­mes”. Com re­la­ção ao le­ga­do da La­va-Ja­to, o apri­mo­ra­men­to das re­gras pa­ra pre­ven­ção de prá­ti­cas de cor­rup­ção foi ci­ta­do pe­lo pro­cu­ra­dor. “O fim da ope­ra­ção tam­bém é quan­do ti­ver­mos re­for­mas pa­ra mu­dar o sis­te­ma po­lí­ti­co.”

 

Dallag­nol afir­mou que ain­da não con­se­gue ava­liar se a ope­ra­ção é um “pon­to fo­ra da cur­va” no com­ba­te à cor­rup­ção. “Não sa­be­mos se a La­va-Ja­to fez o país sair dos tri­lhos da cor­rup­ção ou se vol­ta­re­mos a es­se ti­po de prá­ti­ca”, co­men­tou. Pa­ra ele, a ope­ra­ção tem gran­de re­pre­sen­ta­ti­vi­da­de e in­di­ca uma mu­dan­ça no en­ten­di­men­to de que o cri­me com­pen­sa. “Pro­vo­cou um rom­pi­men­to da im­pu­ni­da­de dos cír­cu­los de po­der no Bra­sil.”

 

Pa­ra que a ope­ra­ção atin­ja um grau de pe­re­ni­da­de e te­nha re­per­cus­sões po­si­ti­vas no fu­tu­ro, o pro­cu­ra­dor pe­diu que o Po­der Le­gis­la­ti­vo tam­bém atue pa­ra ini­bir as prá­ti­cas de cor­rup­ção. “A so­cie­da­de não po­de co­lo­car to­dos os pe­di­dos e ex­pec­ta­ti­vas so­bre o Ju­di­ciá­rio – es­se foi o er­ro da Itá­lia (em re­fe­rên­cia à Ope­ra­ção Mãos Lim­pas). É pre­ci­so que so­cie­da­de, im­pren­sa e Con­gres­so ca­mi­nhem pa­ra re­for­mas”, sa­lien­tou o pro­cu­ra­dor. “É ne­ces­sá­rio ir­mos além da La­va-Ja­to. As me­di­das mais sig­ni­fi­ca­ti­vas no to­can­te à cor­rup­ção fo­ram pro­mo­vi­das pe­lo Ju­di­ciá­rio”, de­fen­deu.

 

Se­gun­do Dallag­nol, uma das mu­dan­ças pro­mo­vi­das pe­la Jus­ti­ça co­mo re­fle­xo da La­va-Ja­to foi o fim do fi­nan­cia­men­to em­pre­sa­rial de cam­pa­nhas. “Ou­tra mu­dan­ça foi a con­de­na­ção em se­gun­da ins­tân­cia”, lem­brou.

 

Com re­la­ção a acor­dos de le­niên­cia – em que em­pre­sas acu­sa­das de des­vios são au­to­ri­za­das a pro­mo­ver no­vos con­tra­tos com o se­tor pú­bli­co após co­la­bo­ra­ção com in­ves­ti­ga­ções e acer­to de mul­tas –, o pro­cu­ra­dor do MPF e in­te­gran­te da for­ça-ta­re­fa da La­va-Ja­to Pau­lo Ro­ber­to Gal­vão con­si­de­rou que o me­ca­nis­mo é no­vo no Bra­sil e ain­da pre­ci­sa ser apri­mo­ra­do. Se­gun­do ele, um dos pro­ble­mas atuais é que ou­tros ór­gãos do go­ver­no po­dem pre­ju­di­car acor­dos de le­niên­cia fir­ma­dos pe­lo MPF ou até de­sin­cen­ti­var pos­sí­veis no­vas co­la­bo­ra­ções. Is­so por­que, às ve­zes, a com­pa­nhia que faz acor­do é pu­ni­da por ou­tro ór­gão an­tes mes­mo de ou­tras em­pre­sas que não con­fes­sa­ram seus cri­mes à Jus­ti­ça.

 

COO­PE­RA­ÇÃO A re­per­cus­são in­ter­na­cio­nal da Ope­ra­ção La­va Ja­to tam­bém foi des­ta­ca­da pe­los pro­cu­ra­do­res. A ex­ten­são dos es­que­mas des­co­ber­tos du­ran­te as in­ves­ti­ga­ções foi con­si­de­ra­da um in­di­ca­ti­vo do quão com­ple­xo é o sis­te­ma ela­bo­ra­do pa­ra apro­pria­ção in­de­vi­da de re­cur­sos. “So­men­te no ca­so da Ode­bre­cht, te­mos 22 paí­ses en­vol­vi­dos”, co­men­tou Dallag­nol. “A Ode­bre­cht cor­rom­peu em 12 paí­ses e la­vou di­nhei­ro em ou­tros 10.”

 

Mu­lher de Ca­bral li­be­ra­da

 

Rio de Ja­nei­ro – O ad­vo­ga­do Ale­xan­dre Lo­pes, que de­fen­de a ex-pri­mei­ra-da­ma do Rio Adria­na An­cel­mo, afir­mou on­tem que ela não fa­rá acor­do pa­ra uma pos­sí­vel de­la­ção pre­mia­da. “Há uma ob­ses­são de par­te da im­pren­sa com de­la­ção pre­mia­da. O pro­ces­so pe­nal não se re­su­me a de­la­ção e ela não tem a me­nor in­ten­ção de fa­zer uma de­la­ção con­tra quem quer que se­ja”, re­cha­çou.

 

Pa­ra o de­fen­sor, a de­ci­são do juiz Mar­ce­lo Bre­tas, da 7ª Va­ra Fe­de­ral Cri­mi­nal do Rio, de con­ce­der pri­são do­mi­ci­liar foi “uma sur­pre­sa”, mas pon­tuou que não de­ve ser co­me­mo­ra­da. “O pro­ces­so con­ti­nua e é lon­go”, afir­mou, lo­go após au­diên­cia. O ad­vo­ga­do lem­brou que a de­fe­sa já ti­nha pe­di­do a pri­são do­mi­ci­liar, o que fo­ra ini­cial­men­te ne­ga­do pe­lo juiz. “Foi sur­pre­sa, es­pe­rá­va­mos con­se­guir no Su­pe­rior Tri­bu­nal de Jus­ti­ça. Aqui, não”.

 

Lo­pes afir­mou ain­da que o apar­ta­men­to de Adria­na, no Le­blon, Zo­na Sul do Rio, es­ta­rá pron­to na se­gun­da-fei­ra pa­ra aten­der às con­di­ções im­pos­tas pe­lo juiz – au­sên­cia de in­ter­net por meio de com­pu­ta­dor, te­le­fo­ne mó­vel ou fi­xo – e que a li­be­ra­ção de­la, cu­ja da­ta ain­da não foi de­fi­ni­da, de­pen­de­rá da fis­ca­li­za­ção que se­rá fei­ta pe­la Po­lí­cia Fe­de­ral.

 

“Na se­gun­da tra­rei pe­ti­ção di­zen­do que o apar­ta­men­to es­tá pron­to, daí vai de­pen­der de­le (Bre­tas) man­dar uma fis­ca­li­za­ção da PF”, afir­mou. Só aí a ex-pri­mei­ra-da­ma po­de­rá dei­xar o com­ple­xo de pre­sí­dio de Ban­gu, on­de es­tá há três me­ses

 

O ma­gis­tra­do de­ter­mi­nou que Adria­na só po­de­rá re­ce­ber vi­si­tas de pa­ren­tes até ter­cei­ro grau e de ad­vo­ga­dos e que nin­guém po­de­rá por­tar ce­lu­lar. So­bre a di­fi­cul­da­de em fis­ca­li­zar se a me­di­da se­rá cum­pri­da, res­pon­deu: “Te­rá que ser pos­sí­vel”.

 

O ex-go­ver­na­dor Sér­gio Ca­bral se­gue pre­so em Ban­gu. Adria­na, ad­vo­ga­da, é in­ves­ti­ga­da por su­pos­ta la­va­gem de di­nhei­ro. So­bre ela re­cai tam­bém a sus­pei­ta quan­to a con­tra­tos de R$ 17 mi­lhões fir­ma­dos pe­lo es­cri­tó­rio de ad­vo­ca­cia da qual ela é uma das do­nas com em­pre­sas que pres­ta­vam ser­vi­ços de ad­vo­ca­cia ao Es­ta­do du­ran­te a ges­tão Ca­bral.

 








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