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Defesa Civil distribui água à comunidades do Médio Madeira
Departamento anuncia derrubada de casas levantadas em áreas consideradas de risco
Publicado Segunda-Feira, 13 de Março de 2017, às 18:36 | Fonte da Redação 0
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Populações tradicionais da região do Médio Madeira atingidas pela cheia do rio estão recebendo garrafas de água mineral distribuídas pela prefeitura de Porto Velho, através da Defesa Civil. O material é destinado às famílias que não dispõem de água potável e cujos poços de abastecimento foram contaminados.

 

 

A distribuição ocorre nas comunidades de Maravilha, Maravilha II, São Miguel, Boa Fé, São Sebastião, Bom Será, Cujubim, Cujubinzinho, Jatuarana, Bom Jardim, à aproximadamente 2.500 pessoas, informou o coordenador da Defesa Civil Municipal, Marcelo Silva dos Santos.

 

 

Por dispor de água potável, o distrito de Novo Engenho ficou de fora da agenda de distribuição. Santos diz que a distribuição da água é feita paralelamente ao trabalho de monitoramento, tanto do fluxo quanto do nível do rio Madeira, como também das situações de risco à segurança e de habitação.

 

 

Cada família recebe fardos contendo seis garrafas de dois litros de água, o que representa 240 litros por família a cada 20 dias. A assistência deve durar até outubro. A Defesa Civil portovelhense dispõe ainda de 102 mil fardos. A distribuição é racionalizada. Exemplo: um casal recebe 10 fardos, enquanto que uma família de três a quatro pessoas, recebe 15. Grupos maiores recebem 20 fardos.

 

 

Marcelo explica que a água distribuída faz parte de um estoque remanescente adquirido pelo Ministério da Integração e repassado pelo governo estadual, quando ocorreu a histórica cheia do rio Madeira em 2014, com decretação do estado de calamidade, “quando foram comprados mais de 200 mil fardos que foram colocados à disposição da prefeitura”, diz o coordenador.

 

 

NÍVEL

 

 

Segundo medição feita pelas equipes da Devesa Civil às 11h desta segunda-feira (13), o nível do rio Madeira estava em 14,57 metros, tendo baixado 3 cm, mas ainda considerado estado de alerta, que vai a partir de 14,60 metros. Os trabalhos de monitoramento continuam nas áreas de risco existentes nos bairros Balsa e Nacional apontados como principais gargalos.

 

 

DEMOLIÇÃO

 

 

Ao menos duzentas edificações às margens das APP (Áreas de Preservação Permanente) e cujos ocupantes receberam moradia de programas sociais serão demolidas a partir de abril e outras 400 em setembro, informou Marcelo.

 

 

 

Texto e fotos Comdecom 








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