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Dom Moacyr: Pessoas iluminadas!
Dom Moacyr: Pessoas iluminadas!
A luz da fé não nos faz esquecer os sofri­mentos do mundo (LF 57). Os que sofrem foram media­dores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá.
Publicado Segunda-Feira, 6 de Fevereiro de 2017, às 09:01 | Fonte Dom Moacyr 0
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Envolvidos pela comunhão divina, cremos que Deus “abraça a história do homem” e nos introduz em “seu dinamismo de comunhão” (LF 45), que é “dinamismo de fé, esperança e cari­dade” (1Ts 1,3; 1Cor 13,13) que nos faz assumir “as preocupações de todos no nosso caminho rumo àquela cidade, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus” (Heb 11,10), por­que “a esperança não engana” (Rm 5,5) e nos “proje­ta para um futuro certo”, e que proporciona “novo impulso e nova força à vida” e não permite “que nos roubem a esperança” (LF 57).
 
A leitura da Encíclica Lumen Fidei, de autoria do Papa Francisco e escrita  também pelo Papa emérito, Bento XVI, nesta semana que nos aproxima das festividades de Nossa Senhora de Lourdes, contribui para a reflexão da Mensagem do Papa para o 25º Dia Mundial do Enfermo, cuja celebração acontece também no dia 11 de fevereiro.
 
A luz da fé não nos faz esquecer os sofri­mentos do mundo (LF 57). Os que sofrem foram media­dores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá.
 
 
A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho. Ao homem que sofre Deus não dá um raciocínio que expli­que tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz.
 
Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar conosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nela vermos a luz. O sofrimento recorda-nos que o serviço da fé ao bem comum é sempre serviço de esperança que nos faz olhar em frente, sabendo que só a partir de Deus, do futuro que vem de Jesus res­suscitado, é que a nossa sociedade pode encon­trar alicerces sólidos e duradouros.
 
Neste senti­do, a fé está unida à esperança, porque, embora a nossa morada aqui na terra se vá destruindo, há uma habitação eterna que Deus já inaugurou em Cristo, no seu corpo (2Cor 4,16-5,5).
Toda liturgia deste início de ano tem sido marcada pela luz, assim nossa jornada na estrada da fé.  Jesus, para realizar seu projeto do Reino do Deus, inicia a vida pública, formando um grupo de seguidores, que possa acolher suas palavras e continuar depois sua missão.
 
Cristão é aquele que se esforça para construir sua vida seguindo as pegadas de Jesus (Pagola). É o que fazem aqueles pescadores da Galileia respondendo ao seu chamado. Talvez, depois de 20 séculos, tenhamos que recordar de novo que o elemento essencial e primordial da fé cristã consiste em seguir a Jesus Cristo, inspirando-nos nele para continuar hoje, de maneira responsável, a obra apaixonante começada por Ele e com Ele.
 
 Os primeiros cristãos entenderam a vida cristã como uma aventura constante de renovação, um ir fazendo de si mesmo um “ser humano novo”, acreditando no que Cristo acreditou, dando importância ao que Ele deu importância, interessando-se pelo que Ele se interessou, defendendo a causa que Ele defendeu, olhando as pessoas como Ele as olhou, aproximando-nos dos necessitados como Ele o fez, amando as pessoas como Ele as amou, confiando no Pai como Ele confiou, enfrentando a vida com a esperança com que Ele a enfrentou.
 
A quem seguimos em nossa vida? Quais causas defendemos e que interesses obedecemos, como cristãos e “seguidores” de Jesus Cristo?
 
Que nada deste Brasil nos seja indiferente, neste tempo de crise da democracia e de definhamento da cidadania. A politica, que continua subserviente do capitalismo, colonialismo e patriarcado, foi abandonada pela sociedade; de um lado os que não se interessam pelo destino do país, de outro “os corruptos que sempre alçaram voos perversos”.
 
A fé exige justiça. Em nossa existência não deve existir dicotomia entre justiça (na ordem da natureza) e fé (ordem da caridade), para que possamos “encontrar Deus nas misérias mais cruéis do nosso tempo e servir os pobres sem nunca deixa de fixar o olhar em Cristo, caminho para o Pai de misericórdia” (IHU).
 
O papa Francisco em sua mensagem para o 25º Dia Mundial do Enfermo, cujo tema é “Admiração pelo que Deus faz: o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,49), pede que prestemos “especial atenção à condição dos doentes, a todos os atribulados” e aos “familiares, profissionais de saúde e voluntários”, convida “a dar graças pela vocação recebida do Senhor para acompanhar os irmãos doentes”.
 
Aos “irmãos e irmãs que vivem a experiência do sofrimento, as suas famílias”, e aos que exercem “as mais variadas tarefas de todas as estruturas sanitárias espalhadas pelo mundo, com competência, responsabilidade e dedicação” o encoraja a todos “a olhar Maria, Saúde dos Enfermos, como a garante da ternura de Deus por todo o ser humano e o modelo de abandono à vontade divina”.
 
Lembrando as palavras de Nossa Senhora à Bernadete, a “jovem humilde de Lourdes” acentua “que cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal”. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a sua dignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamais meros objetos, ainda que às vezes pareçam de todo passivos, mas, na realidade, nunca o são.
 
A solidariedade de Cristo, Filho de Deus nascido de Maria, é a expressão da onipotência misericordiosa de Deus que se manifesta na nossa vida, sobretudo quando é frágil, está ferida, humilhada, marginalizada, atribulada, infundindo nela a força da esperança que nos faz levantar e sustenta.
 
O papa, ao concluir sua mensagem, incentiva-nos para que tenhamos “novo impulso a fim de contribuir para a difusão duma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente” e “um renovado impulso a fim de lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante uma abordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidado pelo meio ambiente”.
 
A liturgia fala da missão de levar a luz ao mundo. É uma missão nossa. O cristão deveria ser uma pessoa luminosa e nós levamos esta luz. Se o cristão apagar esta luz, a sua vida não terá sentido: é cristão só de nome, que não leva a luz, uma vida sem sentido.
O profeta Isaías apresenta as condições necessárias para “ser luz”: é uma “luz” que ilumina o mundo, não quem cumpre ritos religiosos estéreis e vazios, mas quem se compromete verdadeiramente com a justiça, a paz e a fraternidade. “Quando repartes teu pão com o faminto e concedes hospedagem ao pobre, então, tua luz surge como a aurora, tua justiça caminha diante de ti.Se expulsas de tua casa a opressão e sacias o oprimido, então surge tua luz nas trevas e tua escuridão resplandece como o pleno dia” (Is 58,7-10).
 
No Evangelho, Jesus exorta os seus discípulos a não se instalarem na mediocridade, no comodismo, e pede-lhes que sejam o sal que dá sabor ao mundo e que testemunha a perenidade e a eternidade do projeto salvador de Deus e os exorta a serem uma luz que aponta no sentido das realidades eternas, que vence a escuridão do sofrimento, do egoísmo, do medo e que conduz ao encontro de um “Reino” de liberdade e de esperança (Mt 5, 13-16). “Vós sois a luz” Jesus se dirige aos discípulos enquanto estes formam um corpo, uma comunidade.
 

Paulo Apostolo avisa que ser “luz” não é colocar a sua esperança de salvação em esquemas humanos de sabedoria, mas é identificar-se com Cristo e interiorizar a “loucura da cruz” que é dom da vida. Pode-se esperar uma revelação da salvação no escândalo de um Deus que morre na cruz? Sim. É na fragilidade e na debilidade que Deus Se manifesta (1Cor 2,1-5). 








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