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Recordes candentes
Ameaça a Amazônia: 2016 seria o ano mais quente registrado desde 1880
A descarbonização ganhou impulso próprio no setor privado e prioridade estratégica na China. A nação asiática investiu US$ 100 bilhões em energia renovável em 2015; os EUA, impulsionados por Barack Obama, US$ 44 bilhões.
Publicado Quinta-Feira, 19 de Janeiro de 2017, às 15:10 | Fonte Folha de SP - Editorial 19-01-2017 0

  
 
 

Desmatamento deixa Amazônia mais quente ainda (Foto: Fernando Araújo)

Mesmo que já se desse por certo que 2016 seria o ano mais quente registrado desde 1880, a confirmação oficial da marca veio nesta quarta-feira (18) com a chancela de três organizações de renome: a agência espacial americana (Nasa), a de atmosfera e oceanos (Noaa) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
 
Trata-se da temperatura média na superfície do planeta, apurada com medições por satélite e uma miríade de boias e estações espalhadas pelo globo. O ar sobre os continentes e os mares ficou 0,83°C acima do que se observou no período 1961-1990, segundo a OMM.
 
O recorde anterior se deu em 2015; antes deste, o campeão havia sido 2014. Pela primeira vez se registra uma sequência de três anos recordistas. É consenso entre especialistas que apenas a variação natural do clima seria incapaz de ensejar tal sucessão escaldante.
 
A única explicação cabível, dada a magnitude do aquecimento, acha-se nas atividades humanas sobre a Terra, em especial os transportes e a produção de energia. Gases gerados na queima de combustíveis fósseis, entre eles vários compostos de carbono, aprisionam radiação solar na atmosfera, aquecendo-a além do normal.
 
Os meios para o mundo enfrentar essa tendência ameaçadora começaram a ser delineados com o Acordo de Paris, em dezembro de 2015. A difícil negociação internacional para descarbonizar a economia sofreu seu maior revés com a eleição de Donald Trump —um cético estridente do aquecimento global— para a Presidência dos EUA.
 
Trump decerto pode atrapalhar o processo de Paris, se de fato vier a repudiar o acordo, mas dificilmente terá o poder de estancá-lo.
 
A descarbonização ganhou impulso próprio no setor privado e prioridade estratégica na China. A nação asiática investiu US$ 100 bilhões em energia renovável em 2015; os EUA, impulsionados por Barack Obama, US$ 44 bilhões.
 
No Brasil, o governo Dilma Rousseff (PT), em seus estertores, vislumbrou as oportunidades econômicas e geopolíticas abertas ao país por sua matriz energética limpa e pelo imenso patrimônio florestal da Amazônia. Metas respeitáveis de descarbonização acabaram adotadas, ainda que sem projetos detalhados para realização.
 

Com a crise na economia, o tema perdeu destaque e dinamismo no governo Michel Temer (PMDB) —e parece pouco provável que o triênio recordista de calor venha a despertá-lo para um dos problemas mais candentes do mundo. 







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