Rondônia, - 21:40
Últimas Política Amazônia Ciência e Saúde Agronegócios Capital Interior
Tecnologia Religião Artigos Fotojornalismo Nacional Anuncie Fale Conosco
   

 

Você está no caderno - Artigos
Resistência e Soberania cidadã!
Dom Moacyr: Resistência e Soberania cidadã!
Os jovens do Brasil preparam a celebração do 30º Dia Nacional da Juventude (30/10) que tem como tema: “Juventu­de e nossa Casa Comum” e o lema retirado do Livro do Profeta Isaías: “Vou criar novo céu e nova terra” (Is 65,17), em sintonia com a Encíclica “Laudato Si”.
Publicado Domingo, 16 de Outubro de 2016, às 08:36 | Fonte Dom Moacyr Grechi 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=315847&codDep=33" data-text="Dom Moacyr: Resistência e Soberania cidadã!

  
 
 

A liturgia nos oferece uma mensagem forte de luta e resistência. Está centrada no grito do oprimido e na resposta de Deus. Mais que persistência na oração, uma “incessante, persistente e impaciente luta pela justiça”.
 
No momento em que temos de enfrentar “o encurralamento da democracia no mundo e, particularmente, entre nós no Brasil”, o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia e da REPAM, em entrevista a Radio Vaticano, afirma que no atual contexto brasileiro, “a Igreja Católica é chamada a dar a sua orientação neste momento de crise conjuntural” e “indicar rumos”.
 
Para o diretor do Ibase, sociólogo Cândido Grzybowski, estamos numa conjuntura mundial de limitação da democracia, do cerceamento de seu poder, de permanente tensionamento e busca do melhor possível nas circunstâncias dadas.
 
Em julho, a CNBB, através do bispo responsável pela Pastoral da Saúde, dom Roberto Paz, já nos alertava sobre os perigos da Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, que foi aprovada no dia 10 de outubro.
 
O texto de dom Paz, intitulado “uma PEC devastadora e brutal, a 241”, fala dos desdobramentos perversos na seguridade social e na saúde, e insiste que é preciso manifestar “repúdio e indignação, pensando como sempre nos mais pobres que serão as vítimas principais desta política antipopular contra a vida”.
 
O projeto cria um teto de despesas primárias federais, reajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e, na prática, congela os gastos em saúde e educação por 20 anos.
 
Neste mês missionário de outubro, viver a própria missão significa “ser o fermento de Deus no meio da humanidade”, buscando sempre “respostas que deem esperança e vigor para o caminho” do povo de Deus e transformando nossa Igreja Missionária em “lugar da misericórdia onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo o Evangelho” (EG 114).
 
“Mas, o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra”? Questiona-nos Jesus através de uma parábola que trata da impotência de uma pobre mulher diante da prepotência de um juiz corrupto (Lc 18,1-8).
 
Um juiz iníquo e uma viúva teimosa. Um juiz poderoso e incrédulo. Uma pobre mulher e vencedora. Dois personagens que apresentam um contraste entre suas atitudes, no evangelho de hoje. Duas atitudes que, aliadas às de Josué, Moisés e Paulo, iluminam a nossa caminhada de evangelizadores, neste mês das missões (VP).
 
O missionário é aquele que, como a viúva, insiste no cumprimento da justiça de Deus. Por ser viúva em uma sociedade patriarcal e machista, ela encarna a impotência dos pobres e marginalizados diante dos poderes do mundo (T.Hughes). Faz lembrar a denúncia do profeta Miquéias, que estudamos no Mês da Bíblia: “Ai daqueles que, deitados na cama, ficam planejando a injustiça e tramando o mal! É só o dia amanhecer, já o executam, porque têm o poder em suas mãos” (Mq 2,1).
 
Não permaneçamos cegos e surdos quando “modificações constitucionais e infraconstitucionais que visam retirar direitos sociais e comprometer a prestação de serviços essenciais à sociedade estão sendo votadas no Congresso Nacional: PLP-257/2016, PEC-241/2016, PLS 204/2016, PEC 143/2015 e 31/2016, além de contrarreformas da Previdência e a Trabalhista, aumento de tributos e impressionante avanço das privatizações de setores estratégicos, como o petróleo.
 
Para a Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, o mais grave é que tais medidas econômicas que aprofundam o inaceitável cenário de escassez vigente em nosso rico país estão sendo justificadas por questionáveis premissas, como a necessidade de garantir a sustentabilidade da dívida pública que nunca foi objeto de uma auditoria, e o equacionamento da chamada crise fiscal, apresentada por meio de estrondoso déficit que teria alcançado R$111,2 bilhões em 2015 e projetado para R$170,5 bilhões em 2016 (IHU).
 
De nossa parte, “essa conjuntura exige atuante dedicação cidadã junto a parlamentares, a fim de denunciar os graves questionamentos que recaem sobre essas justificativas e cobrar a responsabilidade do voto nesses projetos que provocarão danos sociais, patrimoniais e morais à sociedade e ao país”.
 
É inaceitável a aprovação desses projetos justificados por premissas que devem ser desmascaradas, conclui Fattorelli.
 
A agenda dominante é de ajuste para poder pagar os especuladores financeiros e nada de atender demandas cidadãs. O centralismo brasileiro se manifesta em sua perversidade plena na partilha dos recursos públicos, com migalhas sendo destinadas aos governos de nossas cidades. Assim, o momento é de resistir apesar de tudo. (Ibase).
 
A força e o exemplo da parábola do Evangelho que estamos refletindo neste domingo, nos incentiva, em meio ao mundo de estruturas injustas, “a viver uma fé não fatalista e não conformista, uma fé e oração ativa, combativa e persistente, comprometida e implicada com a luta pelos direitos das pessoas mais excluídas” (CEBI).
 
Em uma época de tanto desânimo, tanta falta de perspectivas, quando se chega a falar no fim das utopias, devemos sempre orar para que não sucumbamos à tentação do desânimo e jamais desistamos, pois a oração não nos dispensa de lutar, mas permite que as armas da nossa luta sejam aquelas do Evangelho.
 
O Livro do Êxodo apresenta a história de como Moisés conseguiu a vitória de seu general Josué sobre os amalecitas (ano 740 a.C.). É Deus que combate no lugar do povo. Aarão e Hur são os responsáveis por manter as mãos de Moisés levantadas.
 
Cada personagem tem o seu papel na história. Josué representa a luta política e Moisés, a espiritualidade. São dois modos de agir que precisam estar unidos no trabalho missionário (Ex 17,8-13). O tema é atual e merece nossa reflexão, de modo a encontrarmos novos caminhos de ação libertadora. Sem espiritualidade, o caminho da luta enfraquece.
 
Paulo Apóstolo, o grande missionário, escreve a Timóteo reforçando a missão de pregar a Palavra de Deus com esperança e sede de justiça. Cada um de nós deve anunciar a Palavra de Deus com coragem; levá-la a quem não a conhece; questionar quem não a pratica; animar aqueles que perderam a esperança; educar na justiça (2Tm 3,14-4,2).
 
No próximo domingo (dia 23), celebraremos o Dia Mundial das Missões. Nosso gesto concreto será a partilha através da Coleta em favor das Obras Missionárias, dos missionários e do Fundo Universal de Solidariedade para apoiar projetos em todo o mundo.
 
Os jovens do Brasil preparam a celebração do 30º Dia Nacional da Juventude (30/10) que tem como tema: “Juventu­de e nossa Casa Comum” e o lema retirado do Livro do Profeta Isaías: “Vou criar novo céu e nova terra” (Is 65,17), em sintonia com a Encíclica “Laudato Si”.
 
Ao longo desse processo de caminhada do DNJ, os jovens são chamados a assumir ações con­cretas com toda juventude em defesa de toda forma de vida, com perspectiva de missão, recordando sempre que o Papa Francisco nos pede uma “Igreja em saída”, pre­ocupada com as “periferias existenciais”, onde a vida é sempre ameaçada e excluída como nas áreas rurais de Rondônia, “nas favelas e periferias, com povos indígenas e quilombolas, onde com violência se pratica de forma consentida o extermínio, particularmente de jovens”.
 

Ações concretas para que “a democracia seja uma forma de radicalizar a política como espaço público e bem comum”, “um espaço político de luta criativa” em favor da “soberania cidadã” (Ibase). 





Notícia visualizada Contador de visitasvezes




Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Veja também em Artigos


Domingueira da Nova Economia - por Confúcio Moura
Sei que tudo vai mudando com o passar dos anos. E o homem obrigatoriamente muda ou é extinto. E agora, chegou a época da reinvenção de tudo. A prova é o iphone (celular). Todo mundo tem um. E fica agarrado nele grande parte do dia. ...


Baixo número de inquéritos mostra ''colapso'' de órgãos de segurança e controle
O número baixo de inquéritos policiais abertos no Brasil e o consequente montante reduzido de ações propostas pelo Ministério Público coloca em discussão várias maneiras de melhorar a investigação e a ação penal no país....


Artigo: Feliz 2019 - por: Silvio Persivo
Bem, verdade seja dita, não gosto muito de chegar no Natal, no fim de ano, falando de coisas horrorosas, mas, me digam, como não falar, como não escrever sobre as tristezas de um país sem rumo, de um ano horroroso, que termina de forma mais melancó...


Nós Mulheres, e a Mamografia
Em torno dos seios femininos havia uma mística que muito fascinava os rapazes e os homens em geral; afinal, antigamente as mulheres não saíam exibindo seus dotes físicos como hoje...

 

::: Publicidade :::



:: Publicidade :::

 
 
 
  EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Parceiros :::