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Empresário diz que pagou propina a Cunha em parcelas
Publicado Domingo, 17 de Abril de 2016, às 09:45 | Fonte G1 - Jornal Nacional 0

 
 

 

 

 

A delação premiada de um dos donos da Carioca Engenharia trouxe novos detalhes sobre propina que teria sido paga ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do PMDB. A empresa fazia parte do consórcio que atuou nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

 

Na delação de outubro de 2015 à Procuradoria Geral da República, Ricardo Pernambuco Júnior detalhou o suposto pagamento de propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pelo consórcio responsável por obras do Porto Maravilha.

 

Segundo o empresário, o valor de R$ 52 milhões foi dividido entre os participantes do consórcio: Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia. A Carioca ficou responsável por R$ 13 milhões.

 

Ricardo Pernambuco Júnior entregou duas tabelas, detalhando o depósito desse dinheiro em contas secretas no exterior.

 

O site do jornal “Estado de São Paulo” apresentou as tabelas nesta sexta-feira (15). O Jornal Nacional também teve acesso ao depoimento e às planilhas.

 

Na primeira, 18 pagamentos entre agosto de 2011 e setembro de 2014, de quase US$ 4 milhões. A segunda tem pagamentos entre junho de 2012 e fevereiro de 2013 de quase US$ 700 mil.

 

Segundo o delator, em nenhum momento Eduardo Cunha disse que as contas eram de titularidade dele, mas que tem certeza de que todas estas contas foram indicadas pelo deputado.

 

Cunha é investigado no Conselho de Ética da Câmara por supostamente mentir ao dizer que não possui contas no exterior.

 

Ricardo Pernambuco Júnior disse que o primeiro pagamento foi acertado numa reunião em um dos escritórios políticos de Cunha no Rio de Janeiro em agosto de 2011 e que ele mesmo pediu ao deputado que os depósitos fossem feitos no exterior. Eduardo Cunha não se opôs e forneceu a conta em um papel com os dados já digitados.

 

O delator disse ainda que recebeu do pai um e-mail em abril de 2012: “Enviei para nosso amigo um livro de 181 páginas sobre túneis suíços. Convém ele confirmar se recebeu o livro e se gostou das fotos".

 

Segundo o empresário "nosso amigo" era Eduardo Cunha, "181 páginas" se referia ao valor de 181 mil francos suíços e "túneis" fazia referência à Suíça.

 

Na delação premiada, Ricardo Pernambuco Júnior afirmou também que às vezes os pagamentos de propina atrasavam e que era o próprio deputado Eduardo Cunha quem cobrava que eles fossem colocados em dia. E falou de outras reuniões que teve com Eduardo Cunha.

 

Ele disse que encontrou o deputado no Congresso Nacional, em Brasília, na sala da liderança do PMDB e no gabinete pessoal de Eduardo Cunha, nos anos de 2012 e 2013. Ele disse que também encontrou o presidente da Câmara no apartamento funcional dele.

 

Segundo a assessoria, o deputado Eduardo Cunha afirmou que essa é a quarta vez que divulgam dados repetidos sobre o assunto e que o deputado já negou todas as alegações, segundo ele, sem provas. A Odebrecht e a OAS não quiseram se pronunciar.

 







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