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Política
Dilma tem três opções para recuperar a governabilidade
Publicado Terça-Feira, 15 de Março de 2016, às 10:03 | Fonte Notícias Ao Minuto 0

 
 

 

 

 

O governo já divulgou que não tem nada de "bombástico" para anunciar como resposta às manifestações do último domingo (13). No entanto, analistas indicam que é fundamental alguma mudança para Dilma Rousseff "manter as rédeas do governo", como refere a Gazeta do Povo.

 

A Agência Brasil já noticiou que o governo reconhece que as manifestações foram “vigorosas”, mas que o plano é manter os ajustes em andamento.

 

A primeira saída é a política. A presidente Dilma já intensificou a pressão para que o ex-presidente Lula aceite um ministério, o que parece estar certom. Além disso, a petista convocou os seis ministros do PMDB para uma reunião de emergência a fim de evitar novas saídas de peemedebistas da administração e orientou que sua equipe deve liberar recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Entenda as três possíveis "rotas de fuga" para Dilma manter a governabilidade, segundo a reportagem da Gazera do Povo.

 

1. Apostar em Lula como ministro

 

Ainda não foi batido o martelo sobre a nomeação de Lula para algum ministério. No entanto, a publicação destaca que as apostas aumentaram depois que a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, de São Paulo, determinou a transferência do pedido de prisão do ex-presidente para o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.

 

O economista e cientista político Ricardo Caldas, da UnB, avalia que Lula ainda tem magnetismo e carisma para atrair apoio político. “Isso poderia ajudar a alargar a base de apoio. É uma saída clássica, a de tentar trazer a oposição ou quem não participa da base para dentro, com a ajuda de Lula”, diz.


2. Retomar agenda dos movimentos sociais

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) destaca que as manifestações marcadas para o dia 18 em defesa da democracia serão “em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, “contra a reforma da Previdência” e “não ao ajuste fiscal”.

 

Nesse sentido, a única saída para Dilma concluir o governo de maneira digna é retomar o pacto firmado na eleição de 2014, avalia o filósofo José Moroni, membro do colegiado de gestão do Inesc. “Ela precisa implantar o programa apresentando na campanha eleitoral, que foi vitorioso, e não aquele que foi perdedor e que nem foi apresentado por ela, observa. Segundo Moroni, a “mudança brusca” que ocorreu nas políticas públicas deslegitima o mandado da presidente.

 

O filósofo também acredita que o governo deveria voltar a investir em programas sociais. Moroni cita a necessidade de ofertar mais recursos para Fies e ProUni, para garantir o acesso dos estudantes ao ensino superior. No entanto, este tipo de iniciativas não encontram respaldo nas políticas defendidas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.


3. Insistir no ajuste fiscal

 

Newton Marques, economista, professor da UnB e pesquisador de políticas públicas, destaca que o governo federal precisa patrocinar uma reforma fiscal ampla. “O necessário é justamente a reforma da Previdência ou ainda o aumento da carga tributária, para elevar a arrecadação e conseguir implantar programas”, afirma.

 

O economista explica que a reforma é necessária para sinalizar o compromisso fiscal do governo, elevar a confiança na economia e com isso contribuir para elevação da taxa de investimento. No entanto, a aprovação de tais medidas está cada vez mais difícil no Congresso.

 

“O próprio PT da presidente Dilma não apoia tais projetos. O PMDB já sinaliza que o desembarque do governo já começou, e, entre os demais deputados, quem terá coragem de enfrentar a multidão que foi às ruas, considerando que há eleições para prefeito neste ano? Não parece possível”, avalia.

 

 







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