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Nós Mulheres, e a Mamografia
Nós Mulheres, e a Mamografia
Em torno dos seios femininos havia uma mística que muito fascinava os rapazes e os homens em geral; afinal, antigamente as mulheres não saíam exibindo seus dotes físicos como hoje
Publicado Domingo, 24 de Maio de 2015, às 16:01 | Fonte Sandra Castiel 0
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Quando eu era jovem, e lá se vão várias décadas, não se falava em câncer de mama, claro, e muito menos em mamografia; os seios eram apenas objeto de certo orgulho feminino, jamais de preocupação. Esta existia apenas na ocasião da amamentação, coisa que era normalmente resolvida com os remédios caseiros de então. Enfim, as mulheres morriam de câncer de mama e morriam com a inocência dos ignorantes: o que os olhos não veem o coração não sente.
 
Em torno dos seios femininos havia uma mística que muito fascinava os rapazes e os homens em geral; afinal, antigamente as mulheres não saíam exibindo seus dotes físicos como hoje (e aí não vai nenhuma crítica, apenas uma observação). Lembro-me de uma amiga de minha mãe, que se referiu ao decote "V" frontal de uma de minhas irmãs mais velhas, dizendo assim: "Lindo decote! Dá pra ver o caminho da perdição!"  Na verdade o "caminho da perdição" era como se chamava uma espécie de vinco na pele  no encontro dos seios provocado pelo sutian.
 
Pus-me a relembrar essas coisas, na sala de espera de uma clínica de mamografia, local hoje obrigatório para as mulheres, pelo menos para as que tentam se cuidar.  Ali, qualquer magia ou encantamento em torno dos seios vai por água abaixo. O que se vê são muitas mulheres sentadas aguardando, provavelmente tensas, tentando fazer daqueles momentos algo mais leve do que a coisa realmente é. Uma vez ou outra alguém sai amparada lá de dentro, pelo acompanhante, e demonstra estar  meio zonza: o motivo? passou por uma biópsia na mama.Este quadro causa desconforto nas presentes e alguma preocupação (faz parte), mas  afinal  salva vidas.
 
Quando enfim, após uma espera interminável, chamam seu nome, você veste um aventalzinho aberto na frente, claro, adentra um local gelado e é apresentada a uma parafernália metálica e fria; seus seios, ali denominados mamas, são colocados numa espécie de taça de metal e comprimidos até o limite da máquina, porque o seu limite para o desconforto nessa hora é absolutamente irrelevante; também faz parte, não se acovarde.
 
A modernidade da máquina, segundo se ouve, é capaz de ver tudo, ou quase tudo que ameace  seus seios, ou mamas, como preferem os médicos. Quando não vê tudo, você ainda tem que passar por um exame complementar: a ultrassonografia mamária. Este para mim é pior, apesar da simplicidade, porque no caso do primeiro exame (mamografia), você ainda pode relaxar no final, e esperar o dia do resultado; no caso do segundo, não tem refresco: a médica (no meu caso) ou o médico fala na hora, com muita naturalidade, afinal isso se constitui na rotina dele:  "Olha, tem um nódulo aqui! Vamos ver se é cisto" (o que é uma boa notícia) ou "Vamos ser se é sólido" (e isso é uma má notícia).
 
Brincadeiras à parte (há que se levar com uma pitada de humor as coisas sérias da existência), bendita máquina esta da mamografia, pois afinal, quantas vidas já salvou, revelando o câncer de mama logo no início...Que todas as mulheres do mundo possam ter a oportunidade de fazer periodicamente este exame. 
 

Saio pela porta da clínica de mulheres aliviada, e um sorriso me enfeita o rosto ao sentir nos cabelos a brisa da manhã: não é que continuo com as lembranças das mulheres de antigamente, do fascínio dos nossos seios naturais e dos "caminhos da perdição?" Coisas do passado... 

 

 

Autora: Sandra Castiel é natural de Porto Velho. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Mestre em Educação. Membro da Academia de Letras de Rondônia.








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