Rondônia, - 10:54

 

Você está no caderno - CIÊNCIA E SAÚDE
MEDICINA & BEM-ESTAR
O fim da cegueira da diabetes
Medicamentos de última geração impedem o avanço do edema macular, uma das principais causas da perda de visão em diabéticos
Publicado Sábado, 20 de Abril de 2013, às 09:57 | Fonte Isto é - Mônica Tarantino 0

 
 

Avanços da pesquisa em oftalmologia estão permitindo, pela primeira vez, a recuperação da visão de pessoas que passaram a enxergar apenas borrões ou ficaram cegas por culpa do edema macular diabético (EMD). A doença é marcada pelo acúmulo de líquidos na mácula, a porção central da retina, associada à visão detalhada usada para ler e discernir rostos. Estudos recentes mostram que remédios para impedir o aparecimento de vasos sanguíneos na região são eficientes para barrar o avanço da enfermidade.

chamada.jpg
LUZ
Urso recuperou mais de 70% da visão com novo tratamento

Recentemente, a Food and Drug Administration, agência do governo americano responsável pela liberação de remédios, aprovou a primeira substância com essas características para combater o edema, o ranibizumabe (nome comercial Lucentis). No Brasil, a autorização para sua comercialização foi dada há três meses. O remédio bloqueia o chamado fator de crescimento endotelial (VEGF), que aumenta a permeabilidade dos vasos sanguíneos e permite o vazamento de fluidos para a mácula. O produto já era usado contra a forma hemorrágica da degeneração macular relacionada à idade, a primeira causa mundial de cegueira. Outros medicamentos do gênero, como o aflibercepte (nome comercial Eylia), serão lançados com a mesma finalidade. Além disso, mais um remédio integrante de uma nova classe deverá estar disponível em três anos.

Até o momento, o melhor tratamento era cauterizar com laser ao redor da área afetada. Isso continha a progressão da enfermidade, mas raramente devolvia a visão. A estratégia agora é combinar o laser com as novas medicações. “Nos estudos clínicos, um terço dos voluntários com edema recuperara linhas de visão. Alguns voltaram a dirigir”, diz André Gomes, pesquisador da enfermidade e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. “É um avanço para tratar problemas em uma área na qual nem sempre o laser ou outros medicamentos davam bons resultados”, afirma Keila Carvalho, chefe do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Ela não participa de pesquisas sobre a doença.

IEpag85Diabetes(C1).jpg

O industrial Dércio Urso, 68 anos, tratou-se com o ranibizumabe e laser. “Consegui recuperar mais de 70% da visão”, diz. O vendedor Sandro Peres, 41 anos, enfrenta dificuldades por causa do preço do tratamento (cerca de R$ 4 mil cada aplicação). “Melhorei, mas não posso continuar a terapia porque não consigo obter o remédio no SUS nem do convênio”, diz ele, que ficou cego em poucos meses por causa da evolução rápida da doença. Hoje, Peres aplica a droga uma vez a cada 45 dias em um dos olhos. Deveria usar nos dois a cada 30 dias. Uma comissão avaliará a introdução do remédio no SUS. “Atualmente, o modo mais eficiente e ágil de obter esse remédio é recorrer ao Poder Judiciário”, diz o advogado Julius Conforti, especialista em direito da saúde.  









Veja também em CIÊNCIA E SAÚDE


Estudo aponta como a obesidade altera o paladar
Em testes com ratos, cientistas norte-americanos identificam que o excesso de peso faz com que respostas cerebrais a estímulos gustativos tenham menor duração e magnitude......


Tratamentos de menopausa aumentam um pouco o risco de câncer de mama
Os autores revisaram 58 estudos epidemiológicos sobre esses tratamentos, que envolveram mais de 100.000 mulheres ...


Crânio encontrado na Etiópia sugere o rosto do avô da humanidade
Artefato ajuda a reconstruir a face do hominídeo Australopithecus anamensi, considerado o ancestral de Lucy. Com observações em campo e análises biológicas, cientistas também reconstituíram o local em que ele morreu ...


Três a seis pessoas morrem por dia no Brasil em decorrência da asma
Embora o controle da asma seja bastante eficaz, uma pesquisa recente indicou que 73% dos pacientes não seguem todas as recomendações médicas ...

 



 
 
 
 
EMRONDONIA.COM

Tereré News