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Provável Operação “Carroção” da PF ressuscita instabilidade política em Rondônia
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 15:37 | Fonte ALTO MADEIRA 0
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Provável Operação “Carroção” da PF ressuscita instabilidade política em Rondônia

 

 O vazamento de que uma reedição ou, como muitos dizem, “uma nova limpeza”, semelhante a que ocorreu com a Operação Dominó, estaria para ser deflagrada em Rondônia mexeu com os nervos de muitas autoridades e políticos do Estado que receiam servirem de “boi de piranha” para abafar os casos nacionais. Esta nova devassa sobre o meio político rondoniense -pelo que dizem- teriam sido autorizadas a partir da devassa de contas bancárias o que desperta um receio ainda maior na medida em que, como os números não explicam, a explicação posterior pode ser inútil como aconteceu no caso de telefonemas interceptados no passado ao qual se deu uma conotação dúbia para envolver autoridades no que seriam atos ilícitos. O fato é que há um clima de apreensão no meio político tendo em vista que, como comprovado quando prenderam parlamentares, juízes, procuradores e conselheiros de Tribunal de Contas, bem como existiram operações em que já foram presos governadores e prefeitos as operações comandadas na Amazônia pelo Ministério da Justiça não respeitam postos nem ritos gerando um clima de intranqüilidade em especial dos que não pertencem a situação. A questão é que o silêncio a respeito quando se indaga é quase um tabu: ninguém quer comentar nada a respeito e, preferem todos, dizer que se houver não os atingirá.

 

Recordações da Operação Dominó

Quem não se lembra da famosa Operação Dominó, que foi deflagrada pela Polícia Federal do Brasil em 4 de agosto de 2006, com o objetivo, supostamente, de desbaratar o desvio de recursos públicos na Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, porém, saiu prendendo personalidades do poder judiciário, do ministério público, do tribunal de contas e do poder executivo do estado? Foram presas cerca de 30 pessoas suspeitas de envolvimento presas numa espetacular operação de um grupo que, segundo a Polícia Federal, já havia desviado ao menos 70 milhões de reais por meio de contratos fraudulentos que partiam da Assembléia Legislativa. Os recursos públicos eram desviados para pagamentos de serviços, compras, obras superfaturadas e em alguns casos, objetos de contratos nem eram entregues e serviços não eram feitos. Na época  Polícia Federal divulgou uma lista com os nomes de 23 personalidades importantes presas em Rondônia porque não constavam nomes de autoridades com foro privilegiado como os deputados estaduais que não puderam ser investigados diretamente. Porém, o espetáculo que foi dado foi verdadeiramente deprimente enlameando nosso Estado de forma nacional. Porém, quem foram os culpados e quem eram os inocentes? Isto nunca saberemos de fato, mas, há muitos dos que foram humilhados publicamente que voltaram a seus lugares e outros, mesmo sem provas cabais, dada a execração pública nunca puderam voltar. A quem serviu este triste espetáculo? E por quê naquela hora? Por que em Rondônia? Será que, em outros estados, as coisas não eram muito piores? Algumas respostas podem ser buscadas rememorando um pouco o momento político da época.

 

O clima ameaçava entornar o caldo

 É preciso lembrar que um pouco antes da operação e antes do primeiro debate na televisão, houve uma busca de revisão de uma longa lista de veteranos em escândalos políticos que estavam buscando a reeleição o que, com os escândalos havidos no governo Lula ameaçava respingar no governo federal. Se não bastasse isto Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apareceu, em rede nacional, pedindo aos brasileiros para votar contra a corrupção. E repetiu o pedido de forma mais enfática, alertando os eleitores para que não votassem em candidatos sob suspeita, e disse que algumas mensagens veiculadas nas campanhas eram enganosas. Mello também multou Lula em 900 mil reais por exibir anúncios de campanha fora do horário determinado. Candidatos de oposição se uniam em acusar Lula de exibir propaganda enganosa, pois, projetos públicos em diversas cidades ainda não tinham sido feitos. A oposição, porém, pegava pesado mesmo era mais no ministro e nos deputados envolvidos no escândalo

“Sanguessuga”.

 

Campo minado exigia ação

 Havia um clima muito forte de apuração da CPI que investigava o escândalo dos “Sanguessuga” que indicou 27 deputados como suspeitos e pediu ao STF para iniciar investigações contra eles. Era um escândalo centrado em fraudes na legislação sobre o orçamento para ambulâncias e outros serviços prestados pelos municípios que arrolou um número de 99 membros do Congresso como acusados, embora a CPI tenha pedido para o STF investigar 84. O trabalho da CPI se baseava em evidências documentais e apresentou resultados impressionantes. Isto trouxe más notícias para a coalizão liderada pelo PT, pois, não apenas lembrava aos eleitores que muitos dos acusados no escândalo do Mensalão e os envolvidos no escândalo “Sanguessuga” eram membros dos pequenos partidos de aluguel que faziam parte do governo. Não havia indicações, naquele momento, de que a popularidade de Lula seria afetada, porém, havia um risco muito elevado de que o direcionamento da investigação, por parte da oposição e da imprensa, para investigar as empresas que participaram do esquema revelasse as ligações com o executivo e se voltasse a ter mais de um ano de escândalos afetando o partido do presidente e os que o apoiavam no Congresso. Algumas candidaturas fortes de apoio ao governo foram arrasadas com as investigações era, portanto, preciso, urgentemente, retirar o foco de Brasília. Rondônia foi a bola da vez.

 

Gato escaldado tem medo de água fria

 Todos se lembram do que aconteceu: a prisão espetacular dos governantes de Rondônia passou a ser o assunto dominante por, pelo menos, um mês. A louvação à ação da Polícia Federal dominou inteiramente o noticiário local e nacional. Em Porto Velho houve uma verdadeira comoção pública que foi aproveitada políticamente para promoção dos partidos do governo. Até hoje, apesar do fato de que um escandalo como o do Mensalão, que é tido e havido como um dos maiores escândalos mundiais, que teve inclusive gravação de propina em vídeo, não gerou senão a prisão de Marcos Valério, o operador, e por pouco tempo, e seu sócio. Estão incolumes por aí todos os mensaleiros. Não há noticia de que em todas as operações que a Polícia Federal tenha feito que se tenha visto um, um sequer, dirigente petista levado algemado. A questão é clara: como todos não são inocentes a PF cumpre ordens do Ministério da Justiça, ou seja, só age com ordens de cima. Competente ninguém discute que ela é, porém, como se justifica que seja rápida e, às vezes, até mais do que o desejável em relação à oposição, e tão ineficaz em relação, por exemplo, aos célebres fabricadores de “dossiês”. A resposta, talvez, esteja mesmo no comentário de uma autoridade de um poder importante que disse que, hoje, em dia “Tenho medo de tudo. Por exemplo, se quiserem me atingir vendi um determinado bem que recebi de herança o dinheiro e a operação é toda legal, mas, se, por exemplo, atendi alguém implicado em crime, não podem, como fizeram antes, me prender? Tudo é possível. E até explicar que focinho de porco não é tomada”. Se, um homem tido e havido como probo, tem tais receios há razões fundadas. Agora, por exemplo, mandaram abrir o sigilo bancário de mensaleiros e se um deles resolve falar quem garante que a Operação Truco ou Carroção não desça pescando autoridades indiscriminamente? Para muitos este é um motivo grande de inquietação e, muitos, que participaram do governo Cassol nem dormem.

 








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