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DESVALORIZAÇÃO: Professores dão aula de superação em Rondônia
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 21:28 | Fonte DIÁRIO DA AMAZÔNIA 0
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DESVALORIZAÇÃO: Professores dão aula de superação em Rondônia

Quem vê a professora Eiko Watari, com 1m42 de altura e 44 quilos, não acredita que a educadora possa ter tanta energia. Ela simplesmente não pára dentro da Escola Ermelindo Monteiro Brasil, localizada nas proximidades da balsa, na margem esquerda do rio Madeira. Orientadora e responsável pelos programas “Escola Aberta” e “Mais Educação”, Eiko faz de tudo um pouco para atender cerca de 480 alunos moradores do bairro São Sebastião, da Vila de Santo Antônio, do Lago Maravilha e de pequenas propriedades localizadas na área de influência da BR-319. Tem aluno que mora no quilômetro 100 da rodovia.  A comunidade é pobre, o que exige uma maior dedicação dos professores. “De vez em quando ela pega o carro e entra pela mata para falar com pais de alunos que estão faltando aula”, conta o diretor da escola, Getúlio Lima.

Eiko conta que os pais se mudaram do Japão para o Brasil depois da Primeira Guerra Mundial. Na terra natal, a mãe trabalhava como professora e também era pianista, e o pai era comerciante. Instalados na região de Ourinhos, Avaré e Santa Cruz do Rio Pardo, o casal trabalhou na lavoura do café e depois do algodão. Em Rio Claro, Eiko fez faculdade de Pedagogia, hospedada em um internato de freiras, no período de 1964 a 1969. Junto com as religiosas aprendeu a importância da caridade e da solidariedade com os mais pobres, fato que marcou a sua carreira, definindo escolhas, como a escola Ermelindo Monteiro Brasil que atende a comunidade pobre que vive na região ribeirinha de Porto Velho. 

Tripla jornada

 

Ainda em São Paulo, na década de 1970, Eiko fez uma pós-graduação em didática e cibernética da didática e especializações em supervisão, orientação e administração escolar. Na época ela trabalhava em uma escolinha rural no município de Junqueira, em São Paulo, e atuava na Delegacia de Educação do município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. As duas cidades eram divididas pela represa de Urubunpungá, na divisa dos dois Estados.  A vida não era fácil para a professora no início da década de 1970. Para dar conta dos dois empregos mais os estudos, ela pagava uma estagiária e uma merendeira para cozinhar na escola. “Se não fosse assim eu não teria dado conta. Tudo era muito difícil. A gente tirava água de poço para manter a escola”, relata. 

 

Inspeção escolar

 

A escolinha era multisseriada, com uma turma de 1ª e 2ª séries e outra de 3ª e 4ª. “Periodicamente havia uma inspeção escolar. Neste dia os alunos eram vacinados e tomavam outros medicamentos, como óleo de rícino, um medicamento muito utilizado antigamente, indicado para fazer uma limpeza nos intestinos. O dia de inspeção era mantido em segredo, porque os alunos fugiam da escola para não tomar as vacinas e outros tratamentos”. Em São Paulo, Eiko também trabalhou em uma vila onde viviam filhos de prostitutas.  Para superar a pobreza dos alunos, ela cultivava uma horta. O que sobrava era comercializado em uma feira. O lucro era aplicado em melhorias na escola. 








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