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Rondônia: sem IML, corpos são levados para Hospital Municipal de Guajará-Mirim
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 09:32 | Fonte Adão Gomes 0
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Os médicos estão com salários atrasados, além de trabalharem com estrutura mínima precisam realizar perícias por falta de médico legista no município. Os fatos foram relatos pelos profissionais de saúde ao presidente do Sindicato dos Médicos de Rondônia, Dr. Rodrigo Almeida de Souza, durante visita feita pelo presidente da entidade ao Hospital Municipal de Guajará-Mirim e em reuniões com os médicos da cidade.

Corpos dentro do hospital

De acordo com as denuncias apuradas, não há médico legista na cidade. Os médicos do Pronto-Socorro é que fazem as necropsias nos corpos encontrados pela polícia. Muitos desses cadáveres denunciam os médicos, são encontrados em avançado estado de decomposição e são encaminhados ao hospital. As necropsias são realizadas dentro do hospital, sendo que o correto seria um prédio dotado de equipamentos onde funcionasse o IML – Instituto Médico Legal. Também não existe veículo apropriado para remover os corpos, geralmente são levados nas caçambas da camionete da polícia. Os cadáveres ficam se decompondo em temperatura ambiente dentro do Hospital Municipal, pois não existe câmara frigorífica para armazenar os corpos.

Guajará-Mirim conta apenas com 16 médicos para atender uma população de 40 mil habitantes. De acordo com o presidente do SIMERO seriam necessários pelo menos 50 profissionais em diversas áreas da medicina para atender a demanda do município e da região.

Salário atrasados
Desde o início de 2009, são constantes os atrasos de salários dos médicos e demais profissionais trabalham nas unidades de saúde, com um salário menor já visto no estado que chega a ser menor do que os médicos de Porto Velho. Dr. Rodrigo afirma que o salário atrasa até trinta dias todos os meses. “Essa situação não pode continuar. É preciso uma solução definitiva do poder público para garantir o mínino de condições de trabalho aos profissionais”, denuncia.
Maternidade fechada

Além da falta de compromisso, os profissionais de medicina na fronteira com a Bolívia são obrigados a exercer a profissão em condições em unidades de saúde com o mínimo de estrutura. O prédio do único hospital de Guajará esta com a estrutura comprometida. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, os vidros das janelas estão quebrados, paredes sem pintura e o mais grave: lixo hospitalar misturado ao lixo comum, “inclusive com restos de corpos humanos descartados como lixo”, afirma Rodrigo. Outro problema identificado pelo presidente do Sindicato dos Médicos é o prédio da Maternidade Municipal. Abandonado em meio ao lixo e mato a estrutura passa por uma reforma que dura 6 anos.



Médicos estrangeiros
Questionados de como resolver a situação da falta de infra-estrutura e dos salários atrasados dos médicos, a Prefeitura de Guajará-Mirim e a promotoria local sugerem a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar na cidade. Além de ocupar o lugar dos profissionais brasileiros, esses estrangeiros seriam contratados sem a devida regularização junto ao Conselho Regional de Medicina de Rondônia. A solução foi considerada como uma afronta pelos profissionais de saúde e pelo presidente do SIMERO.

Diante da falta de solução aos problemas vivenciados diariamente, médicos e demais profissionais de Guajará-Mirim estudam a possibilidade de parar as atividades por tempo indeterminado.








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