Levy sob pressão do PT e da omissão de Dilma
Diante de um Planalto que não crê em ajustes e um PT em conspiração contra sua permanência no governo, o ministro se firma como o fiador da estabilidade
Publicado Terça-Feira, 26 de Maio de 2015, às 09:14 | Radiobras

 

26 de maio de 2015

O Globo

 

Manchete : Planalto desiste de unir PT e monta tropa pró-ajuste

Em semana decisiva para o governo, Levy avisa que dinheiro acabou

Depois de divergências entre ministros da área econômica, Dilma tenta unificar discurso em torno do pacote fiscal e corre contra o tempo; ministro da Fazenda reclamou que receita prevista no Orçamento era irreal

Na última semana para a aprovação das medidas provisórias do ajuste fiscal, a presidente Dilma convocou ontem nove ministros para pedir empenho na votação, no Congresso, das propostas que alteram regras de seguro-desemprego e pensões. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez um apelo pela aprovação, afirmou que é hora de reorganizar o financiamento público de longo prazo e avisou que “acabou o dinheiro”. Sobre os cortes no Orçamento, afirmou que eles foram necessários porque a receita prevista era irreal. O PMDB e o Planalto pressionam, mas a bancada do PT no Senado desistiu de fechar questão em torno do ajuste e deve ter pelo menos três votos contra. (Pág. 3)

Cunha atropela comissão

Depois de quatro meses de discussão, a comissão especial da reforma política foi concluída ontem sem a votação do relatório final, por pressão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). No plenário, o relator será o deputado Rodrigo Maia (DEM), no lugar de Marcelo Castro (PMDB), que foi destituído. (Pág. 4)

Da cadeia para o casório

Delator do mensalão e recém-saído da prisão, Roberto Jefferson se casará sexta. Ele se diz lobo mau e a noiva, chapeuzinho vermelho. O casório custará R$ 100 mil. (Pág. 6)

Tribunais de Contas - Nomeações entre amigos no Rio

Enquanto José de Moraes levou para seu gabinete no TCM dez integrantes do clube do qual é comodoro, Domingos Brazão nomeou seu advogado no TCE, informa RUBEN BERTA. (Pág. 8)

Cerco de Correa à mídia - Jornal multado por ignorar ato oficial

O jornal “La Hora” recebeu multa do governo do Equador por não noticiar ato de uma prefeitura. O número de sanções à mídia subiu de 20 para 300 desde 2008. (Pág. 2)

Ilimar Franco

Distritão ou cláusula de barreira

As pequenas siglas estão sendo ameaçadas com a adoção da cláusula de barre ir a caso não deem apoio ao distritão. Eles somam 98 votos. Com a cláusula, esses 17 partidos terão de fazer 1% ou 2% dos votos nacionais para ter em direito ao horário na TV e ao Fundo Partidário. Os defensores do distritão têm ainda acordo informal com parcela do PSDB. Estes dariam apoio à proposta após marcar posição votando no distrital misto. (Pág. 2)

Merval Pereira

Crise petista

Em meio à crise política que envolve o governo petista, coube a Marco Aurélio Garcia, assessor especial do Palácio do Planalto, fazer a mais realista análise sobre o momento político negativo por que passa o Partido dos Trabalhadores, que ajudou a fundar há 35 anos. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Um ponto de discórdia

Os ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa concordam em vários pontos, mas discordam sobre a mudança introduzida pelo Congresso nas regras da aposentadoria. Interlocutores dos dois ministros têm ouvido avaliações diferentes. É uma das principais preocupações de Levy no momento; para Nelson Barbosa, a decisão parlamentar apenas apressa a apresentação de uma proposta. (Pág. 20)

Editorial

Levy sob pressão do PT e da omissão de Dilma

Diante de um Planalto que não crê em ajustes e um PT em conspiração contra sua permanência no governo, o ministro se firma como o fiador da estabilidade (Pág. 16)

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Zero Hora

 

Manchete : “Não adianta inventar impostos”, afirma Levy

Ausente em anúncio na sexta-feira, ministro reapareceu para desfazer rumores de que poderia deixar cargo por divergências. Para ele, não há soluções fáceis para a economia. (Notícias | 15 e 19)

Acolhida improvisada

Imigrantes haitianos e senegaleses, como Thierno Syll, chegam ao sul do país, onde são recebidos em meio à falta de coordenação entre governos. Cerca de 300 pessoas devem desembarcar em Porto Alegre até quinta-feira. (Notícias | 6 e 7)

Transgênicos - Precisa ou não de selo?

Site do Senado faz consulta sobre uso do símbolo que Câmara quer extinguir (Sua Vida | 22 e 23)

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Brasil Econômico

 

Manchete : Balanço da Petrobras é aprovado com a rejeição de acionistas

Em assembleia realizada ontem, as demonstrações contábeis com o expurgo das perdas com fraudes foram aprovadas por 55% dos detentores de ações ordinárias da estatal, da qual o governo tem 50%. A maioria dos acionistas restantes se absteve e 5% votaram contra. Os investidores reclamaram da metodologia adotada pela empresa para calcular os efeitos da Lava Jato e do preço do petróleo, além da não distribuição de dividendos. (Pág. 11)

Foi gripe. Não birra

O ministro Joaquim Levy garantiu que não foi divergência sobre o corte do orçamento que o fez não participar de entrevista na sexta-feira, e sim uma gripe ou resfriado. Ele afirmou que o valor está adequado e negou ter pensado em sair do governo. (Págs. 4 e 5)

Brasil deve emitir bônus em dólar

O Tesouro Nacional avalia a possibilidade de voltar a emitir bônus soberanos em dólar e poderá em breve fazer uma nova captação externa. A última emissão foi realizada em setembro de 2014, com a captação de US$ 1 bilhão nos EUA e na Europa. (Pág. 5)

China reduz taxação de importados

O governo chinês cortou tarifas sobre bens de consumo como cosméticos, sapatos e roupas. O objetivo é estimular o consumo interno para diminuir a dependência das exportações e dos investimentos em infraestrutura. (Pág. 26)

MP 665 vai a votação hoje sob protestos 

Senadores querem compromisso do Palácio do Planalto de vetar mudanças no artigo que trata da questão do abono salarial, mas governo não dá sinais positivos. (Pág. 3)


Olhar do Planalto

José Negreiros

CONVERSA DE SURDOS

Por meio de um assessor, o ministro Levy mandou um recado objetivo ao mercado: salvo fato novo, que mude o cenário de forma radical, não pensa em demissão, não interrompeu sua rotina de trabalho, há muito a fazer ainda. Sua preocupação é decifrar os códigos políticos do governo do PT, para minimizar riscos de erros que minem seu alvo e compliquem o êxito de sua receita. (Pág. 2)

Relatório D.C.

Rogerio Studart

A AGENDA POSITIVA

Nestes últimos anos, diversos países tentaram receitas distintas para enfrentar a crise. (...) No Brasil, tentou-se um política creditícia e fiscal expansionista, que permitiu uma reação inicial espetacular à crise. Na época, o mundo nos mostrava como um Cristo Redentor decolando como um foguete no espaço. (Pág. 7)

Ponto Final

Octávio Costa

"DIGA NÃO À CORRUPÇÃO"

Na disputa para a prefeitura de São Paulo em 1985, o ex-presidente Jânio Quadros fez uma campanha na TV diferente de tudo, bem ao seu estilo histriônico. (...) O ex-presidente, que foi eleito prefeito, morreu em 1992, mas o que diria ele se soubesse que a Controladoria Geral da União identificou 47 beneficiários mortos, entre os bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni)? (Pág. 32)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete : Governo tenta tranquilizar o mercado com ação pró-Levy

Rumor de saída do ministro afeta Bolsa e dólar, mas operação acalma investidor

Depois da ausência do ministro Joaquim Levy (Fazenda) no anúncio do corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento, gerando especulações sobre o seu futuro no cargo, o governo Dilma tentou acalmar o mercado. A estratégia incluiu entrevistas do ministro, uma delas ao lado do colega Aloizio Mercadante (Casa Civil), e contatos de integrantes do governo com analistas para garantir que Levy ainda tem o apoio da presidente e não pretende deixar o ministério. Na abertura dos negócios, o mercado financeiro foi influenciado pelos rumores da saída, mas as cotações se ajustaram no final do dia, após a operação do governo. (...) Pela manhã, Levy afirmou que o “contingenciamento foi no valor adequado”, apoiando o corte que ficou abaixo do que ele defendia, de até R$ 80 bilhões. Mais tarde, o ministro participou da reunião de coordenação política com Dilma. Seu colega Nelson Barbosa (Planejamento) não foi. Os dois divergiram em relação ao tamanho do bloqueio. Levy pediu agilidade ao Senado para votar o pacote fiscal. “Delonga não favorece o crescimento.” (Mercado a12)

Comando da Câmara intervém para votar reforma política hoje

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou o trabalho da comissão que debateu a reforma política, deixando-a sem votar relatório, e levará o tema ao plenário. Os focos serão aprovar novo modelo de votação e manter as doações privadas nas eleições. (Poder a4)

Lula pede R$ 8 bi ao Planalto para promover Haddad

O ex-presidente Lula defendeu, em encontro com Dilma Rousseff, a liberação de R$ 8 bilhões do PAC para a gestão Fernando Haddad. Essa verba serviria para criar uma “marca na periferia”, o que fortaleceria a candidatura à reeleição do prefeito de São Paulo em 2016. (Poder a5)

Desgastados, Dilma e colega mexicano buscam tirar do foco problemas internos (Mundo A9)


Expansão do metrô mantém ritmo lento nas gestões tucanas

Nas gestões do PSDB, desde 1995, o ritmo de expansão do metrô de São Paulo, de 2 km por ano, tem sido tão lento quanto o de governos anteriores. O metrô de Seul (Coreia do Sul), também inaugurado em 1974, cresceu 8 km por ano. A gestão Alckmin diz ter investido na melhoria da rede da CPTM (trens metropolitanos). (Cotidiano B1)

Janio de Freitas

Autoritário, Cunha pode levar à piora da democracia do país

Eduardo Cunha não opina: manda na maioria. Desprezou relatório da reforma política por desejo pessoal. E sob seu comando, a votação do tema na Câmara pode degradar a democracia. (Poder a4)

Editoriais

Leia “O PT se esvazia”, a respeito de enfraquecimento do partido, e “Sigilo perene no BNDES”, sobre acesso a relatórios de operações do banco. (Opinião A2)