Agronegócio assegura projeção de aumento de 5% do PIB de Rondônia
A tendência, de acordo com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), é atípica em comparação com as estimativas de encolhimento acima de 1% do PIB nacional.
Publicado Sábado, 16 de Maio de 2015, às 17:08 | Abdoral Cardoso

 

Soja tem grande presença no agronegócio em Rondônia

Soja tem grande presença no agronegócio em Rondônia

As novas projeções do Produto Interno Bruto de Rondônia indicam uma tendência de crescimento de 5% até o final de 2015. A tendência, de acordo com a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), é atípica em comparação com as estimativas de encolhimento acima de 1% do PIB nacional.
 
Um exemplo é o dos U$ 20 bilhões de investimentos que Rondônia recebeu nos últimos cinco anos com a construção das usinas do rio Madeira. As obras de alvenaria já acabaram e agora as duas hidrelétricas estão apenas na fase de montagem das turbinas. Ao contrário das previsões pessimistas de algumas pessoas de que a economia iria decrescer, as perspectivas são de crescimento do PIB.
 
O “vácuo” de capital da redução dos investimentos resultante da construção das usinas hidrelétricas está sendo preenchido pelo agronegócio. Então Rondônia é um Estado que se reinventa e tem capacidade de manter sua economia numa linha constante: “é impressionante!”, disse o secretário de Finanças, Wagner de Freitas.
 
Um dos fatores que mantêm a economia regional em linha de crescimento constante, segundo o secretário, é a evolução do agronegócio no Estado. A produção no setor já era significativa e ganhou maior volume com a expansão das áreas de cultivo de soja. “É impressionante a capacidade do Estado em se reinventar economicamente”, afirmou.
 
O cultivo da soja como um dos produtos de ponta do agronegócio representa dinheiro novo no mercado. Somam-se ao agronegócio, investimentos em obras pactuadas pelo governo estadual com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a partir do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise), e por meio do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e do Distrito Federal (Proinveste).
 
Os investimentos somam R$ 800 milhões. Recursos no valor de R$ 263,9 milhões do Pidise estão em processo de licitação para a realização de obras em setores, como Educação, Desporto e Lazer, Saúde, Assistência Social, Segurança Pública, Produtivo, Tecnologia da Informação e Modernização da Gestão Pública em vários municípios do Estado.
 

O Proinveste é responsável pela aplicação de R$ 238 milhões do total de R$ 438 milhões, contratados em dezembro de 2012 com o Banco do Brasil. O BB, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco da Amazônia (Basa) também abriram linhas de crédito para o setor produtivo. “Tudo é capital, é dinheiro investido no mercado. Isso sustenta a nossa economia”, disse Wagner de Freitas.