Programa de controle do tabaco é implantado na Penitenciária Estadual Aruana
Essa é uma iniciativa pioneira e inovadora dentro dos presídios do estado, que foi viabilizada em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Publicado Terça-Feira, 5 de Maio de 2015, às 15:59 | Celene Gomes

 

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) implantou na Penitenciária Estadual Aruana, em Porto Velho, um grupo de ação do programa Controle do Tabaco. Essa é uma iniciativa pioneira e inovadora dentro dos presídios do estado, que foi viabilizada em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A coordenadora estadual do Programa do Tabagismo em Rondônia, enfermeira Cremilda Queiroz, explica que este tipo de ação era centralizada nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) como um tratamento especializado. “Somente agora o Ministério da Saúde descentralizou o serviço de atendimento e estamos implantando no presídio Aruana o primeiro grupo em Rondônia de controle de tabaco”, pontuou.

A enfermeira Lenice Mesquita, que coordena o projeto dentro da reinserção social da Sejus, explica que o objetivo é atuar com uma equipe multiprofissional, com abordagens intensivas aos apenados que desejam parar de fumar ou evitar recaídas no uso do tabaco. “Neste grupo estão os usuários encaminhados pela triagem, onde é realizado o acompanhamento do processo de cessação do tabagismo, por seis a oito semanas, trabalhando estratégias, sinais de abstinência, pressões familiares e sociais, acompanhamento com medicamentos, além de reforço positivo para continuar sem fumar”, explica a enfermeira.

Grupo de ação do programa “Controle do Tabaco”

O diretor-geral da unidade, Adriano Furtunato, é um dos entusiastas da iniciativa, pois acredita que vai possibilitar uma nova abordagem dentro do presídio, porque a lei 12.546/2011 do antifumo estabelece o espaço livre do uso de tabaco. “Os apenados estão respondendo bem ao novo projeto e com certeza teremos melhorias na saúde deles, com benefícios de curto, médio e longo prazo”, destaca.

O reeducando Solimar Costa dos Santos, de 23 anos, que está há quatro meses sem fumar, relata que fumava desde os 14 anos de idade, fazendo o uso continuo de tabaco. “Eu passei a usar drogas muito novo e junto veio o uso do tabaco. Participando agora desse projeto estou encontrando motivação para deixar de fumar, pois passo a conhecer os males que me causa e estou aprendendo a lidar com a abstinência, pois até medicação nos são dadas para aliviar os sintomas”, comenta.

 

TABAGISMO

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Estima se que 1,3 bilhões de pessoas sejam fumantes. O total de mortes pelo uso do tabaco atingiu seis mil de mortes por ano. Muitos já tentaram parar de fumar, mas não obtiveram sucesso por vários motivos, sentindo-se fracos. O grupo promove um fortalecimento da decisão e dos benéficos de uma vida sem o tabaco cuidando do psicossocial do individuo.