Cassol cobra “Luz Para Todos” no Ministério das Minas e Energia
O senador Ivo Cassol, acompanhado dos senadores Gladson Cameli (PP/AC), Jorge Viana (PT/AC), Omar Aziz (PSD/AM), Sandra Braga (PMDB/AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), Valdir Raupp (PMDB/RO), Angela Portela (PT/PR) e Donizete Nogueira (PT/TO)
Publicado Quinta-Feira, 30 de Abril de 2015, às 11:56 | Assessoria

 

O senador Ivo Cassol, acompanhado dos senadores Gladson Cameli (PP/AC), Jorge Viana (PT/AC), Omar Aziz (PSD/AM), Sandra Braga (PMDB/AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), Valdir Raupp (PMDB/RO), Angela Portela (PT/PR) e Donizete Nogueira (PT/TO), esteve no Ministério de Minas e Energias na última terça-feira, 28 de abril, para discutir os investimentos de energia no estado, incluindo a cobrança no programa Luz Para Todos, que promete atender 6400 famílias, mas tem mais outras 6000 famílias que também deveriam ser beneficias dos programa. Cassol e os senadores aproveitaram para conhecer os investimentos que estão sendo realizados, e em participar da busca de soluções para o setor.
 
         O ministro prestou conta do planejamento estratégico do ministério, dos ajustes que estão sendo feitos e explicou quais as prioridades para os projetos estruturantes na Região Norte. Segundo Braga, essa prioridade aos projetos estruturantes dará à Amazônia um salto de qualidade na infraestrutura elétrica, viária, de ferrovias, entre outros. outra prioridade para a região Norte é a expansão das linhas de transmissão e o aumento das conexões com o Sistema Interligado Nacional (SIN).
 
Uma preocupação comum dos senadores foi aumentar o ritmo de instalação do programa “Luz Para Todos” em seus estados, e Cassol foi taxativo ao afirmar que o programa é de vital importância para os pequenos produtores rondonienses. “A linha de alta tensão atravessa Rondônia de ponta a ponta enquanto muitos produtores rurais ficam sem energia em suas propriedades”, explicou.
 
Braga mostrou que, até 2018, serão feitas cerca de 120 mil novas ligações, atingindo pontos isolados. Para isso, estão sendo definidas soluções variadas que atendam as necessidades específicas de cada localidade. A energia solar deverá estar presente na maioria delas, associada a alguma outra fonte de geração descentralizada.
 
O ministro esclareceu, no entanto, que após o término do programa as distribuidoras continuarão com a obrigação de manter a busca ativa e encontrar as comunidades que estejam cada vez mais isoladas, e que hoje não aparecem nos mapeamentos de demanda. “Para isso, tem a legislação, que vai ser reforçada com a renovação das concessões”, argumentou.
 
 
Ministro dos Transportes diz que não tem dinheiro em caixa e não sabe quando obras serão retomadas
 
 
 
Em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) nesta quarta-feira (29), o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, disse que a interrupção das obras ocorreu em meio ao impacto do ajuste fiscal promovido pelo governo, a demora na aprovação do Orçamento Geral da União de 2015 e consequências da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, em que várias empreiteiras se viram obrigadas a entrar em recuperação judicial.
 
“Pararam sim [as obras]. Não tenho cortina de fumaça. Não posso esconder o que está acontecendo no Ministério. Eu nunca esperava chegar ao início de maio sem saber o que tenho de recursos. Estou acabando de pagar ainda dezembro e iniciando janeiro. Tudo o que aconteceu e que está acontecendo no Brasil afetou muito o setor de transporte” — admitiu Rodrigues.
 
Outras obras podem ter o mesmo destino se o dinheiro não entrar em caixa. O ministro relatou que tem recebido ligações e visitas de empreiteiros cobrando os pagamentos e ameaçando paralisar empreendimentos. Segundo ele, os recursos disponibilizados são insuficientes para quitar todos os compromissos.
 
 
Críticas ao ajuste
 

Senadores elogiaram a postura do ministro em admitir os problemas, mas criticaram o fato de o governo não ter liberado recursos para obras importantes. O senador Ivo Cassol cobrou a continuidade das obras das Brs que cortam Rondônia, citando o grande número de acidentes devido aos buracos existentes. “Os buracos até diminuíram em quantidade, mas aumentaram de tamanho, porque um emenda no outro e formam verdadeiras crateras” disse Cassol.