Antropólogo e professor universitário condena a compra de votos e os políticos traidores do povo
Siqueira ainda se mostrou contrário à máxima de que o “povo tem o Governo que merece”. “Discordo, pois as pessoas votam, muitas vezes, na boa fé e são traídos pelos políticos, que compram votos, prometem, enganam e traem a confiança do eleitorado”.
Publicado Terça-Feira, 21 de Outubro de 2014, às 21:45 | da Redação

 

Porto Velho, Rondônia – O antropólogo e professor universitário Adilson Siqueira foi o entrevistado desta terça-feira (21) no programa A Voz do Povo, na rádio Cultura FM 107,9 apresentado elo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá.
 
“Este momento, da democracia representativa do Brasil, envolve toda a sociedade, até os mais descrentes. Gera nas pessoas um sentimento de esperança, de acreditar num futuro melhor. Estamos assistindo um festival de trocas de acusações. Um duelo infrutífero, sem apresentar coisa nova. O eleitor acaba se desgastando com a campanha”, destacou.
 
Segundo ele, “tem candidato que fala com tanta ênfase que ele próprio acredita naquilo que diz. As pessoas também acreditam e depois, não veem o prometido virar realidade”.
 
Sobre a disputa eleitoral para a Presidência, Adilson foi direto: “vendo os debates, chama a polícia! Porque os dois candidatos admitem que houve bandalheira na Petrobras. A população já está confusa sobre quem promete mais e quem mente mais”.
 
Para o professor, “falta incluir no debate temas relevantes, de interesse da sociedade. Por exemplo, somos um país com mais de 200 milhões de habitantes, cerca de 80% deles morando nas cidades e não se discute a questão da mobilidade urbana”.
 
Ainda de acordo com o antropólogo, “uma das coisas urgentes que precisa ser feita é a reforma política. Pra começar, temos que abolir o voto obrigatório. Se somos uma democracia, que as pessoas escolham se querem votar, ou não”.
 
Adilson disse que a sociedade não pode perder a sua capacidade de se indignar. “A população tem que se manter alerta, atenta e se posicionar contrária aos desmandos, à roubalheira, seja de quem for. Não nascemos corruptos, mas somos levados a corromper e a sermos corrompidos”, observou.
 
Ao ser indagado sobre a alta a abstenção nessas eleições em Rondônia, onde mais de 240 mil eleitores não compareceram para votar, o professor disse que “isso é um reflexo da crise dos partidos, da descrença num futuro melhor. Os partidos viraram meros cartorários, não se diferenciam um do outro e não apresentam novas propostas”.
 
Siqueira ainda se mostrou contrário à máxima de que o “povo tem o Governo que merece”. “Discordo, pois as pessoas votam, muitas vezes, na boa fé e são traídos pelos políticos, que compram votos, prometem, enganam e traem a confiança do eleitorado”.
 

Fonte: Rondonoticias 

 

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