Redes sociais, a sociedade e os bastidores do Poder
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 14:07 |

 
Redes sociais, a sociedade e os bastidores do Poder


O mundo hoje respira tecnologia da informação, embora, como na vida real, muitas pessoas, por ignorância voluntária ou involuntária, estejam muito distantes do conhecimento mínimo exigível para entender-se e fazer-se entender neste novo mundo que se descortina diante de nossos olhos. Quando digo ignorância voluntária e involuntária, muita gente não vai me entender. Mas é simples. Explico: há pessoas que não têm conhecimento por falta de oportunidades. Outras, mesmo tendo todas as condições possíveis para adquirir um nível razoável de conhecimento, simplesmente optam por viver na ignorância.


 Mas a internet é um mundo tão fascinante que até analfabetos funcionais se aventuram a usá-la diariamente e freneticamente. Às vezes esses analfabetos têm até mais presença online do que aqueles que usam a internet para debater idéias, compartilhar formas de pensamentos e interagir positivamente com a comunidade online.


Mas como é que a gente conhece um analfabeto funcional na internet? Observando as fotos e textos toscos que compartilham, sua baixa participação em debates e o modo como poluem as redes sociais com mensagens grotescas e descontextualizadas. Mas é isso. O importante é que, garimpando, a gente consegue coisas realmente úteis nesta grande super-via da informação.


POLÍTICOS
Alguns políticos encontraram nas redes sociais uma forma de se aproximar com o seu público. Pena que 90% dos políticos ainda não entenderam que criar uma página no Facebook, no Twitter, Orkut ou outras redes não basta. Eu odeio páginas pré-formatadas, estáticas, que quase nunca se renovam. Também odeio páginas onde fica claro que quem a atualiza são os assessores dos políticos e não eles próprios. Eu entendo que algumas figuras proeminentes, como a presidente da República, presidente do Senado e Câmara dos deputados realmente têm muito pouco tempo para interagir com o público. Mesmo essas pessoas deveriam, para dar mais dinamismo às suas páginas, vez ou outra postar alguma coisa. Mas os vereadores que em algumas cidades trabalham apenas uma vez por semana e não precisam cumprir carga horária, deveriam participar mais ativamente em redes sociais como o Facebook, Twitter, etc. O problema que afugenta esses políticos da rede é que, infelizmente, a maioria deles é composta de analfabetos funcionais. Tais parlamentares não conseguem um diálogo coerente.


Fica, então, uma dica: aqueles políticos que sabem ser cordiais e dão espaço para os eleitores, interagindo com eles dignamente, têm tudo para conquistar um certo destaque na rede. Óbvio que tem os espinhos naturais.


Políticos sempre serão xingados na grande rede pelo simples fato de serem políticos. Mas com inteligência, o político consegue usar o limão para fazer um belo suco. O político, para se sair bem, mesmo quando xingado, tem que contra-argumentar com inteligência, serenidade e respeito, mantendo o controle emocional mesmo diante de internautas desbocados e mal educados. Fica aí a dica, especialmente aos assessores de vereadores e deputados que não os incentiva a usar as redes sociais adequadamente.


Fonte: Daniel Oliveira da Paixão Autor: Daniel Oliveira da Paixão – dv@dv.net.br