Município tem fornecimento regular e gratuito de medicamentos para população de baixa renda
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 09:47 | ASCOM

 
A Secretaria Municipal de Saúde garante o tratamento do usuário na atenção básica do acesso da população aos medicamentos receitados pelas Unidades de Saúde de Porto Velho e assim beneficiar os outros níveis de complexidade, onde costumam se formar as filas. Hoje as farmácias das Unidades de Saúde da prefeitura estão sempre abastecidas, o que tem evitado o “apagão” no fornecimento de medicamentos à população de baixa renda.
 
A secretaria tem conseguido manter o fornecimento regular e gratuito dos medicamentos nas unidades do município, atendendo inclusive doenças como a hipertensão arterial, que antes ficava sem atendimento, devido o custo da medicação. Jocel Soares Ferreira, diretor da Unidade de Saúde da Família do bairro Agenor de Carvalho, disse que eventuais falhas existem, mas comparado com o que ocorria antes, houve uma melhoria significativa. “Hoje, além daqueles medicamentos básicos, estamos também ofertando nos itens, ou seja, foi ampliada a lista de medicamentos que são distribuídos gratuitamente à população, por conta do estoque regulador que tem conseguido suprir a demanda existente”, disse.
 
No posto que está sob sua direção, a lista de medicamentos foi ampliada para 70 itens e os desabastecimentos costumeiros de antes, deixaram de ocorrer. Ele afirma que à vezes chega a faltar um ou outro remédio, mas mesmo assim, não compromete o atendimento à população. “Quando o usuário não consegue o medicamento no local, ele encontra na Farmácia Popular, o que não deixa de ser uma garantia no atendimento”, adiantou.
 
A Farmácia Popular tem sido o termômetro para medir esse novo momento do crescimento populacional. Com as Unidades de Saúde da capital abastecidas de medicamentos, a população a procura de remédios, via receitas, os postos de saúde caiu em torno de 30%. Por outro lado, o número de pessoas que procuram os remédios mais baratos vendidos na Farmácia Popular e que não tem na rede pública, teve registrado um aumento significativo. Esse paradoxo, para Jaçoneide Vieira, diretora da Farmácia Popular, passou a existir porque agora a população, sai da Unidade de Saúde com o remédio receitado em mãos, sem a necessidade de ter de procurar outros estabelecimentos para comprar o medicamento.
 
Estoque regulador
 
Para a população, principalmente o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), a garantia da aquisição do remédio, mantendo os postos de saúdes abastecidos com estoque regulador, foi de fundamental importância para oferecer um melhor tratamento à esse usuário. “Antes, o atendimento das receitas nas unidades de saúde era muito grande, essa queda registrada no atendimento é o reflexo de que a manutenção de um estoque regulador está funcionando. E isso é bom sinal, porque o paciente atendido pelo SUS tem que receber seu remédio de graça na unidade onde é atendido.  
 
A Farmácia Popular foi criada para atender a população que não é usuária desse sistema, por vender os medicamentos mais baratos do que na farmácia tradicional”, frisou. Criada em outubro de 2005, a Farmácia Popular do município teve seu pico de atendimento em 2008, quando foram aviadas 92.876 receitas, pela maioria das unidades básicas de saúde. Até esse momento, explicou Jaçoneide Silva, ainda não existia a política do estoque regulador. Em 2009, quando o sistema passou a ser utilizado, esse número caiu para 85.871 atendimentos. Este ano até junho, não chegou a 20 mil receitas, ficou em torno de 18.594 atendimentos. “Como acreditamos que essa tendência será mantida, nossas projeções apontam para uma redução no número de atendimento em torno de 40%. Agora essa queda não significa que a população não tem procurando a Farmácia Popular, pelo contrário, até aumentou muito essa procura. A baixa registrada, refere-se somente as receitas emitidas pelas unidades de saúde pública”, enfatizou a diretora da Farmácia Popular.
 

O aumento da procura por parte da população em geral é justificada pelo valor dos medicamentos vendidos pela Farmácia Popular. Para se ter uma idéia, uma cartela de Omeprazol, com 14 unidades, usado para tratamento da úlcera duodenal, úlcera gástrica, esofagite de refluxo, síndrome de Zellinger-Ellison entre outras doenças, numa farmácia tradicional custa R$ 27, enquanto que na Popular esse preço despenca para R$ 3,20.