Oferta de banda larga móvel em SP pode atingir limite em 2 anos
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 15:08 | COMPUTER WORLD

 

TIM, Claro e Vivo destacaram a necessidade de mais espectro para dar vazão à demanda do mercado nacional por 3G, durante o evento "LTE: "Tecnologia e Mercado", realizado nesta quinta-feira em Brasília. De acordo com projeções de Janilson Bezerra, gerente de infraestrutura de inovação tecnológica da TIM, mantendo o atual status de uso de espectro, o mercado de São Paulo enfrentará problemas para atender os usuários de terceira geração a partir de 2012. O executivo da TIM apresentou dados que indicam que o mercado de São Paulo terá 8,6 milhões de usuários de terceira geração em 2012. Bezerra diz que 4,3 milhões deles não conseguirão navegar com velocidades acima de 500 Kbps, caso as condições atuais sejam mantidas. "Vamos ter problemas graves em São Paulo", concorda Luiz Otávio Marcondes, diretor de assuntos regulatórios da Claro. A solução, defendem as operadoras, é obter mais espectro por meio da faixa de frequência de 2,5GHz - atualmente ocupada pela operação MMDS (Serviço de Distribuição Multiponto Multicanal), usada como canal de retorno por operadoras de TV por assinatura e também para oferecer acesso à internet. As teles querem compartilhar essa faixa de frequência com o MMDS, ficando com 140 MHz do total de 190 MHz. Às operadoras de MMDS caberiam os 50MHz restantes. A ideia delas é que explorar essa faixa de frequência com a tecnologia LTE (Long Term Evolution). A opção do MMDS seria usar o WiMax. Ambas são tecnologias de quarta geração de telefonia celular. A diferença é que o LTE tem o apoio de fabricantes como Qualcomm, Nokia, Ericsson, Alcatel-Lucent e Nokia Siemens, entre outros. Além disso, 12 operadoras em todo o mundo devem lançar ofertas LTE no próximo ano. Marcondes, da Claro, ressalta que as operadoras não estão falando da realização imediata de leilão para a faixa de frequência de 2,5GHz. "Queremos que a regra do jogo seja clara. Pensamos em leilão em 2012 ou 2011". José Augusto de Oliveira Neto, diretor de planejamento e tecnologia da Vivo, concorda sobre a necessidade de mais espectro, mas diz também que é necessário planejar cuidadosamente esse processo para garantir o preço adequado das licenças de 4G e que as operadoras consigam recuperar o investimento feito nas redes de terceira geração.