Estado Natural da Pecuária: Rondônia respeita o meio ambiente
Publicado Segunda-Feira, 30 de Julho de 2012, às 10:03 | EMRONDONIA / ARIQUEMES ONLINE

 

A paralisação de abates nos frigoríficos do Pará, motivada por acusação da ONG Green Peace, coloca em alerta todo Estado de Rondônia. No Pará a ONG usou o Ministério Público Federal (MPF) para acusar três grandes redes supermercadistas de comprarem carne de frigoríficos, que por sua vez teriam adquirido animais de propriedades que teriam sido desmatadas de forma ilegal. As redes Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de 11 frigoríficos do Pará, paralisando as atividades do setor. Além das redes supermercadistas, processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras, foram notificados pelo MPF para deixarem de comprar produtos de propriedades supostamente desmatadas ilegalmente.
A preocupação em Rondônia é que como ocorreu no Pará, a investida da ONG Green Peace tente prejudicar a classe produtora com acusações de crime ambiental. Em contato com a Folha o secretário de Meio Ambiente do Estado, Cletho Brito, disse que a situação fundiária do Pará, onde a predominância é de grandes propriedades, é muito diferente da de Rondônia, onde até 80% das propriedades têm até 100 hectares (ha), predominando a agricultura familiar.
O Zoneamento Sócioeconomico e Ecológico do Estado também é citado por Cletho Brito, para reafirmar que a situação fundiária de Rondônia tem características próprias, sendo modelo de reforma agrária para todo País. Além disso, ele cita os programas de recuperação de áreas degradas, que permite uma produção consorciada de pecuária e preservação ambiental, com a agroecologia sendo forte, como a consciência ambiental do produtor. Atualmente o slogan da produção de Rondônia é de Estado Natural da Pecuária, reafirmando a visão rondoniense de evitar desmatamento e preservar o meio ambiente. O assunto foi levado ao conhecimento do governador Ivo Cassol pelo secretário Cletho Brito, e medidas que não permitam prejuízos aos produtores do Estado estão sendo estudadas, já que a realidade de Rondônia em nada está relacionada com a do Pará.